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Novas soluções de BI diminuem dependência da área usuária na TI

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:: Por Roberta Prescott :: 16/05/2014

Há uma nova classe de produtos que promete mudar o mercado de soluções de inteligência e de análise. “As novas ferramentas de BI tentam eliminar o gargalo das antigas, que demandavam projetos de médio prazo, caros, complexos e que envolviam diversos departamentos da empresa, além de deixar a com área usuária dependente da área de TI”, explicou Enrique Falconi, responsável pelas soluções de BI no SAS, em entrevista exclusiva ao Portal Convergência Digital.

De acordo com ele, as novas soluções são mais diretas, deixando as áreas usuárias menos dependentes da TI, pois foram criadas para usuário final, e são menos complexas, o que diminui o tempo de implantação para cerca de três meses. Elas fazem parte de uma tendência de soluções self-service, que permitem os usuários criar análises e relatórios para compreensão gráfica de dados.

Para Falconi, que atua no mercado de soluções de inteligência e análise desde 1998, o mercado evoluiu bastante. “As soluções de BI convencionais não têm capacidade de extrair valor do big data. Esta nova geração de soluções cumpre esta missão, tanto se conectada a um ambiente estruturado de data warehouse, como de Hadoop.” A principal complexidade para se analisar o big data deve-se ao fato de as soluções de business intelligence (BI) requisitarem dados estruturados, o que dificilmente acontece no big data.

É nesta linha que o SAS, empresa dos Estados Unidos que mantém seu capital fechado, vem apostando. Há aproximadamente dois anos, a companhia lançou o Visual Analytics, que utiliza a tecnologia em memória de processamento de grandes volumes de dados e, assim, responder às necessidade de endereçar o big data.  “É uma solução que atende à demanda crescente de ferramentas de BI com analytics embutido”, explicou Falconi. No Brasil, foram vendidas 35 licenças de Visual analytics — no mundo, elas somam 1.400.

No mês passado, o SAS anunciou contrato com a Amazon Web Services (AWS), fornecedora de infraestrutura e plataformas em nuvem, para a prestação de serviços na nuvem do Visual Analytics. A aposta deu resultado. O SAS fechou 2013 com receitas de US$ 3,02 bilhões, parte delas conquistadas devido à popularidade do SAS Visual Analytics.

Já a receita de serviços baseados em nuvem, SAS Solutions OnDemand, cresceu 20% — liderado pelas companhias farmacêuticas.No Brasil, as empresas também vêm olhando para esta nova classe de soluções. As implantações são lideradas pelas verticais de telecomunicações e de finanças. Sem revelar nomes, Falconi contou que não tem hoje uma empresa que não enxergue o valor de se analisar o big data.

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