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Internet das Coisas: o desafio da privacidade

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:: Da redação - 02/04/2014

A Internet das Coisas incluirá 26 bilhões de unidades instaladas, até 2020, e os fornecedores de produtos e serviços vão gerar receitas adicionais superiores a US$ 300 bilhões – a maioria, em serviços. Esta é uma das tendências que vão impactar infraestrutura e operações das empresas, sustenta o Gartner.

“As implantações de Internet das Coisas vão gerar grandes quantidades de dados, que precisam ser processados e analisados em tempo real”, afirma Henrique Cecci, diretor de pesquisa do Gartner. “Este processamento aumentará na proporção das cargas de trabalho dos Data Centers, fazendo com que fornecedores tenham novos desafios de analíticos, segurança e capacidade” completa.

De acordo com a consutoria, a Internet das Coisas conecta ativos remotos e fornece um fluxo de dados entre eles e sistemas de gerenciamento centralizados. Estes ativos podem, então, integrar-se a processos organizacionais novos e existentes para prover informações sobre status, localização, funcionalidade, entre outros.

A informação em tempo real permite entender mais precisamente o status, o que aprimora a utilização e a produtividade, por meio do uso otimizado e do apoio a decisões mais precisas. Analíticos de negócios/dados oferecem insights para a alimentação de dados de requisitos de negócio do ambiente de Internet das Coisas e ajudarão a prever as flutuações dos dados enriquecidos e de informação.

“O grande número de dispositivos, junto com o grande volume, velocidade e estrutura de dados de Internet das Coisas criam desafios, particularmente, nas áreas de segurança, dados, gestão de armazenamento, servidores e redes de Data Center, na medida em que os processos de negócios em tempo real estão em jogo”, diz Cecci. “Os gerentes de Data Center precisarão implantar mais gerenciamento de capacidade preditivo nestas áreas para conseguirem atender proativamente às prioridades de negócios associadas à Internet das Coisas”.

A consultoria elencou mudanças potenciais. São elas:

Segurança – A crescente digitalização e automação dos milhares de dispositivos implantados em diferentes áreas dos ambientes urbanos modernos darão origem a novos desafios de segurança para muitos setores.

Empresa – Os significativos desafios de segurança continuarão pelo fato de que o Big Data – criado a partir da implantação de inumeráveis dispositivos – aumentará, drasticamente, a complexidade de segurança. Isto, por sua vez, impactará nas exigências de disponibilidade, que também devem crescer, colocando processos de negócios em tempo real e, potencialmente, segurança pessoal em risco.

Privacidade do consumidor – Como já acontece com os equipamentos de  medição inteligente e automóveis cada vez mais digitais, haverá um vasto volume de dados fornecendo informações sobre o uso pessoal dos dispositivos que, se não forem seguros, podem abrir caminho para violações de privacidade. Isto é um desafio, pois a informação gerada pela Internet das Coisas é essencial para trazer melhores serviços e o gerenciamento destes aparelhos.

Dados – O impacto da Internet das Coisas no armazenamento tem duas vertentes em relação aos tipos de dados a serem armazenados: pessoais (de consumidores) e Big Data (de empresas). Dados serão gerados, na medida em que os consumidores usam Apps e os dispositivos continuam a aprender sobre eles.

Gestão de armazenamento – O impacto na infraestrutura de armazenamento é outro fator que contribui para a demanda crescente por mais capacidade e um dos que deverá ser resolvido, pois estes dados se tornam mais presentes. O foco atual precisa ser na capacidade de armazenamento, bem como, em saber se o negócio é capaz de coletar e usar dados da Internet das Coisas de uma maneira efetiva em termos de custos.

Tecnologias de servidores – O impacto da Internet das Coisas no mercado de servidores será amplamente focado no investimento crescente em segmentos chave e organizações relacionadas a eles, nos quais a Internet das Coisas possa ser rentável ou gere valor significativo.

Rede de Data Center – Os links WAN de Data Center são dimensionados para as necessidades de largura de banda moderada, geradas por interações humanas com aplicações. A Internet das Coisas deve mudar esses padrões ao transferir grandes volumes de dados de sensores de mensagens pequenas ao Data Center para processamento, aumentando as necessidades por largura de banda de entrada no Data Center.

”A Internet das Coisas ameaça gerar grandes volumes de dados de entrada de fontes globalmente distribuídas. Transferir todos esses dados em um único local para processamento não será técnica e economicamente viável”, explica Cecci. “A recente tendência de centralizar aplicações para reduzir custos e aumentar a segurança é incompatível com a Internet das Coisas. As organizações serão forçadas a agregar dados em múltiplos mini Data Centers distribuídos, nos quais o processamento inicial pode ocorrer. Os dados relevantes serão enviados a um site central para o processamento adicional”.

A nova arquitetura apresentará desafios significativos às equipes de operações, pois eles precisarão gerenciar todo o ambiente como uma entidade homogênea, enquanto monitoram e controlam localidades individuais. Além disso, fazer backup desse volume de dados terá questões de governança potencialmente não solucionáveis, tais como, largura de banda de rede e de armazenamento remoto e a capacidade de fazer backup de todos os dados brutos que, provavelmente, será inviável.

Consequentemente, as empresas terão que automatizar o backup seletivo dos dados que acreditam serem valiosos. A seleção e a classificação vão gerar cargas de processamento de Big Data adicionais, que consumirão mais recursos de processamento, armazenamento e redes e terão de ser administrados.

As operações de Data Center e os fornecedores precisarão implantar plataformas de gestão de capacidade mais preditivas, que possam incluir uma abordagem de sistema de gerenciamento de infraestrutura de Data Center que alinhe TI, padrões de tecnologia operacional e protocolos de comunicações. O objetivo é poder oferecer, proativamente, a unidade de produção para processar os dados de Internet das Coisas baseados nas prioridades e necessidades do negócio.

Na fase de planejamento do Data Center, modelos de rendimento derivados de plataformas de gerenciamento de capacidade estatística ou ferramentas de capacidade de infraestrutura incluirão aplicações de negócios e fluxos de dados associados. “Estes cenários impactarão o design, as mudanças na arquitetura ao fazer a virtualização, bem como os serviços na Nuvem. Isto reduzirá a complexidade e impulsionará a capacidade sob demanda para entregar confiabilidade e continuidade de negócios”, conclui o diretor de pesquisa do Gartner. 

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