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Denunciada em cartel, CTIS é vendida por R$ 400 milhões

:: Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz
:: Convergência Digital :: 14/03/2014

Por R$ 400 milhões, a chilena Sonda – que já comprou outras oito empresas brasileiras de tecnologia da informação – acertou a aquisição da CTIS e, com isso, faz do Brasil a origem de praticamente metade das receitas dessa que é uma das maiores empresas de TI da América Latina.

O valor da transação – US$ 170 milhões – pode subir outros US$ 36 milhões (cerca de R$ 85 milhões) “dependendo dos resultados que a CTIS tenha nos anos de 2014 a 2018”. Nesse período, o atual presidente da CTIS, Avaldir Oliveira, deve continuar à frente da empresa. 

O acerto não inclui a operação de varejo da CTIS – é uma das maiores revendas de equipamentos de informática do país – e naturalmente ainda depende da benção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Fundada em 1974, a CTIS calcula em R$ 837 milhões a receita líquida obtida em 2013.

Não será certamente a primeira passagem da CTIS pelo Cade, embora até aqui os casos lá abertos versem principalmente sobre denúncias relacionadas a fraudes em licitações e na operação de um cartel de empresas de TI com vistas a abocanhar contratos públicos.

Essa tradição foi aberta há cerca de 10 anos, quando uma denúncia do Ministério da Educação levou o Cade a abrir uma ‘averiguação preliminar’, ainda ativa, na qual a CTIS aparece ao lado de outras empresas de TI do Distrito Federal que ficaram mais famosas pouco depois, quando a Polícia Federal desencadeou a batizada ‘Operação Mainframe’.

A Mainframe ensejou outra opração, que acabou ficando muito mais famosa, chamada de ‘Caixa de Pandora’. O alvo era o pagamento de propina em troca de contratos com o governo do Distrito Federal, especialmente por conta das já famosas empresas de TI da capital. Foi o escândalo que abateu em 2012 o então governador do DF José Roberto Arruda e seu vice, Paulo Octávio.

Naquele mesmo 2012, por sinal, enquanto andava às voltas com a Operação Caixa de Pandora, a CTIS sofreu outro baque – a Justiça chegou a determinar o bloqueio dos bens da empresa por conta de uma briga societária que buscava impedir alterações com vistas à cisão da CTIS.

A origem dessa confusão é bem mais antiga e remonta a 1996, quando o Fokker 100 que conduzia o voo 402 da TAM caiu em São Paulo pouco depois de decolar de Congonhas. Na tragédia morreram 99 pessoas, entre elas um dos sócios fundadores da CTIS, Elias Alves Rocha de Queiroz.

Segundo o Tribunal de Justiça do DF, foi verificada uma alteração fraudulenta na composição da empresa uma vez que após a morte de Elias Queiroz o sócio-fundador teve sua assinatura falsificada em uma simulação da venda das cotas que detinha na CTIS. Os herdeiros foram à Justiça para evitar perderem tudo.

Os novos donos, no entanto, parecem bem mais interessados no potencial de negócios da CTIS que, como defendeu a Sonda em nota, “conta com uma importante carteira de clientes com forte presença nos setores financeiro, energia, público e um percentual acima de 80% de receita recorrente”.

Segundo os chilenos, “com esta aquisição, a Sonda irá se consolidar como a principal provedora latino-americana de Serviços de TI no Brasil, com uma receita líquida pró-forma no ano de 2013 de US$ 775 milhões. O Brasil passa a representar 47% da receita líquida consolidada da Sonda, tornando-se sua maior operação na região”.

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