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Zeinal Bava: "consolidação de mercado é bom e estamos com um olhar vigilante"

:: Ana Paula Lobo*
:: Convergência Digital :: 29/11/2013

Em entrevista à consultoria Morgan Stanley, concedida na semana passada, em Portugal, e divulgada nesta sexta-feira, 29/11, inclusive por meio de informe à CVM, o presidente da Oi, Zenal Bava, em nenhum momento fala diretamente da TIM, mas deixa claro que não é contrário à consolidação de empresas.

"Ela nos permite aperfeiçoar o modelo de negócio, e eu acho que, em última análise, permite a existência, de empresas que acabam sobrevivendo nesse processo, que passam a deter mais capacidade de investir no desenvolvimento de suas inovações e redes e assim por diante. Assim, puramente do ponto de vista da indústria, a consolidação do mercado é sempre uma boa notícia para a indústria", frisou.

Embora prometa 'um olhar vigilante' sobre o mercado de telefonia móvel brasileiro, Bava diz que a prioridade máxima é executar a fusão com a Portugal Telecom. "É um processo que será executado até o segundo trimestre do próximo ano... Temos uma estrutura complexa. Essa estrutura irá se simplificar, e em se tornando simples, eu acredito que será mais fácil para nós examinarmos qualquer outra opção no futuro. No que diz respeito à consolidação da telefonia móvel no Brasil, independentemente do que pode ou não acontecer - e é claro que manteremos um olhar vigilante em termos do que está acontecendo - nós acreditamos que podemos aumentar nossa participação no mercado móvel de forma independente".

O executivo da Oi sustentou que, neste momento, a empresa está interessada em  "tirar partido do fato de que a Oi está presente em 4.800 municípios do Brasil e que o 2G cobre 90% da população, para realmente alavancar o nosso negócio pré-pago. Assim, apesar de todos os rumores que estão por aí sobre a consolidação, eu só gostaria de ser claro sobre um ponto: continuamos a acreditar que, organicamente, ainda podemos crescer, não obstante o fato de que a consolidação no mercado certamente seria muito útil à indústria".

Ainda sobre a fusão PT e Oi, Bava reforça a expectativa de alcançar sinergias de cerca de 5,5 bilhões de reais, dos quais 3,3 bilhões são operacionais, 2,2 bilhões são financeiras. Mas adianta que essa previsão é conservadora. "Os 3,3 bilhões operacionais, são muito conservadores em nossa opinião, porque eles são o equivalente a cerca de 1% do nosso Capex e nosso Opex. Nós achamos que podemos fazer isso, ou talvez mais, mas, nesta fase, preferimos ser conservadores a fim de sermos capazes de superar essas estimativas ao invés de decepcionar o mercado", completou.

Fonte: CVM

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