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Depois de passar por dificuldades na primeira metade do ano passado, o mercado de femtocélulas - as femtocells - se recuperou – pesquisa da ABI Research indica que 2012 encerrou com embarques um pouco acima dos 2 milhões de unidades. O patamar foi alcançado porque os embarques mais que dobrar no segundo semestre.
De acordo com o levantamento, o uso empresarial das femtocélulas responde por um terço do total dos embarques. Embora o restante ainda seja destinado ao mercado consumidor das pequenas células, a pesquisa sustenta que dois terços das receitas com pontos de acesso desses equipamentos ficam com as corporações. Airvana, Alcatel-Lucent e NEC/Ubiquisys mantiveram-se como os principais vendedores de femtocélulas – essas companhias foram responsáveis por 78% dos embarques registrados no ano de 2012. “O apetite pelas femtocéulas persiste, como demonstra a recuperação do segundo semestre e que pode ser atribuída especialmente à recuperação dos níveis dos estoques, mas também a renovações de contratos com novas versões dos pontos de acesso. O movimento é evidente no continuado aumento dos contratos, que chegaram a 130 no mundo”, diz o diretor de redes móveis da ABI, Aditya Kaul. Ele acredita, no entanto, que ainda há resistência no mercado. “O desinteresse em usar as femtocélulas como instrumento competitivo, como diferenciador de qualidade da rede, mais do que uma ferramenta de redução do churn, continua a prejudicar o mercado”, avalia. “Ainda assim, é encorajador vermos a demanda se recuperando, com novos mercados na América Latina e na Rússia. Fatores competitivos em certos mercados promovem um efeito dominó, com um operador apostando [nas femtocélulas] e os outros seguindo. É o suficiente para manter o avanço, com novos modelos de negócios, como femtocélulas como serviço. Em geral, o mercado parece estar virando uma esquina.” O mercado das femtocells promete esquentar no Brasil, a partir da aprovação das normas de uso desses equipamentos pela Anatel. As femtocélulas vem sendo defendidas pelas operadoras como forma de desafogar o tráfego de dados das redes móveis – visto que usam redes fixas associadas às células. A proposta de regulamento prevê razoável liberdade para o uso dessas pequenas células e, em especial, atende o pleito das empresas de que elas não sejam consideradas como ERBs, de forma que seu uso não exigirá o pagamento das taxas do Fistel. Eles serão considerados equipamentos de radiação restrita e há também uma posição nacional: as antenas não poderão ser vendidas no varejo. As teles serão responsáveis pelo seu uso.Ideia é impedir interferências e problemas de uso indevido de espectro.
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Innovation Qualcomm São Paulo 2012
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