Antes mesmo da aprovação do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa Nacional, que prevê investimentos de R$ 561 bilhões pelas Forças Armadas nos próximos 20 anos, a Marinha e a Aeronáutica já começaram a traçar suas estratégias de modernização e aquisições na área de Tecnologia da Informação.
A tendência é reduzir cada vez mais a internalização do desenvolvimento tecnológico, prática comum dos últimos anos. A ideia é terceirizar o máximo possível das soluções com o mercado. Na Marinha, o Centro de Análises de Sistemas Navais (Casnav), que entre outras funções gerencia a área de TI, conduz atualmente 63 projetos e também caminha para a terceirização.
O sistema de pagamentos já está sendo desenvolvido pela Politec/Indra. Mas o projeto mais relevante é a modernização do Singra – Sistema de Abastecimento da Marinha - sistema responsável pelo gerenciamento do abastecimento em terra e no mar da frota da marinha em operação de campo. A solução controla 418 mil itens e 59 mil fornecedores.
“O que falta é decidir se vamos desenvolver ou comprar no mercado um ERP e customizar, uma decisão que está sendo tomada com base em metodologia multicritério, que leva em conta todos os pontos positivos e negativos de cada opção. Mas já estamos realizando uma prova de conceito com a SAP, a Oracle e a Totvs na área de fardamento que pretendemos estender para a área de manutenção”, adianta o almirante Almir Garnier Santos, diretor do Casnav.
De acordo com o brigadeiro Pedro Linhares, diretor de tecnologia da Força Aérea Brasileira, o Plano Estratégico Militar da Aeronáutica - válido de 2010 a 2013 - elegeu 24 projetos de TI. Para executá-los a diretoria de TI prepara-se para lançar uma grande ata de registro de preços para ganhar escala nas contratações de seus três centros de informação de todos os equipamentos e serviços de TI. Para o software, a estratégia, agora, é contratar por ponto de função em duas atas de registro de preços: uma para projeto e outra para desenvolvimento de sistemas. A área de TI também inicia a atualização de toda a infraestrutura de rede.
“Estamos trabalhando com virtualização com a criação de 13 regionais que serão integradas naquela que deve ser nossa ' nuvem privada', com prazo de conclusão prevista para 2015. Outro projeto visa a utilização de redes wireless seguras que vamos estressar com testes de invasão. Na área de defesa cibernética estamos atualizando o centro de tratamento de redes. E também pretendemos contratar um plano de continuidade, que tem sido parte mais difícil entre todos os projetos”, enumera o brigadeiro, que participou da 10ª edição da Rio Info.
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