Numa tentativa de manter controle absoluto sobre a plataforma de serviços - e mais que tudo garantir uma receita com ela - o microblog criou novas regras que restrigem a produção independente de software. No mês passado, o Twitter já tinha sinalizado essa intenção ao romper um acordo com o LinKedIn. Programas populares na rede social como o Hootsuite, Uber e Tweetbot serão afetados.
Segundo o mercado, a decisão do Twitter de endurecer o jogo com os produtores de software não deve afetar imediatamente como os atuais usuários do Twitter acessam o serviço, mas as novas regras vão provavelmente atrair novos usuários para os aplicativos do próprio serviço de microblogs, sinalizando um fim gradual para populares programas de terceiros, como o Tweetbot.
O Twitter, que está buscando ampliar o controle sobre sua plataforma enquanto tenta se transformar em uma empresa de mídia digital sustentada por receitas publicitárias, tem dividido círculos do setor de tecnologia sobre sua estratégia. Não mais apenas um serviço para mensagens de 140 caracteres, o Twitter acredita que pode fornecer mais conteúdo interativo se a maioria de seus usuários utilizarem programas sancionados pela empresa para acessarem o serviço. Mas isso tem criado críticas de produtores de software e dos usuários, muitos dos quais preferem aplicativos independentes como Hootsuite, Uber e Tweetbot.
Sob as novas regras, produtores independentes de software que criarem novos aplicativos para o Twitter terão permissão para terem um máximo de 100 mil usuários. Os atuais aplicativos com mais de 100 mil usuários poderão dobrar a base antes que o serviço imponha um limite rígido.
As novas regras, publicadas nesta quinta-feira, 16/08, atraíram uma forte onda de críticas de usuários e desenvolvedores de software. Mas não chegam a ser uma surpresa. No mês passado, o Twitter sinalizou intenções de controlar mais sua plataforma quando encerrou acordo de licenciamento que permitia a exibição de tuítes no site da rede social LinkedIn.
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.
Não é apenas o poder público que está criando regras rígidas para o uso das redes sociais no ambiente de trabalho. Pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - Aberje - revela que grandes conglomerados nacionais optaram pela estratégia radical de não ter nenhum vínculo com o facebook, rede que tem a adesão de mais de 70 milhões de brasileiros.
Tratar as informações de acordo com a sua importância e evitar, a todo custo, congestionamento como forma de garantir a qualidade de serviço é tarefa essencial para evitar congestionamentos e paradas de redes.