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No big data, SAS desafia SAP e Oracle

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Ana Paula Lobo 15/08/2012

O big data - ou o grande volume de informações armazenados - entrou, de forma definitiva, na agenda dos gestores de TI e, exatamente por isso, acirra a disputa entre os provedores de serviços. Mais do que 'guardar' um dado, o grande diferencial concorrencial será o de tirar 'valor' dessa informação. Nessa nova era, a SAS, por exemplo, desafia seus rivais SAP e Orace com a plataforma High-Performance Analytics(HPA).

"Temos a convicção que o big data criou uma nova corrida do ouro. O vencedor será aquele que souber tirar o proveito dessa informação", afirmou o CEP da SAS, Jim Goodnight, que veio ao Brasil para um encontro com clientes e para mostrar o valor da nova plataforma, considerada estratégica para os negócios nos países emergentes.

Para marcar o diferencial da sua plataforma, o SAS diz que, comparando com as outras semelhantes disponíveis no mercado, como a SA Hanna e a da Oracle, Goodnight diz que um processador só pode fazer até dois bilhões de cálculos por segundo. Como o HPA da SAS trabalha com vários processadores em palarelo, é possível reduzir esse tempo.

Goodnight sustentou que é possível reduzir um processamento de 200 trilhões, que durava em média 18 horas, para 15 minutos. "Desafiamos o tempo e a necessidade da análise dos dados", frisou o executivo. Recém-lançada, a HPA ainda não tem clientes no Brasil, mas já há negociações em andamento com duas instituições financeiras - para soluções de detecção de fraude - e com uma operadora de telecomunicações, revela o presidente do SAS para o Cone Sul, Márcio Dobal.

Apesar de otimista, o executivo acredita que, em 2012, não repetirá a performance de 2011 quando registrou um crescimento de 30%. "A economia está parada. acreditamos que o segundo semestre possa vir a ser mais movimentado, mas, agora, estamos prevendo um crescimento entre 10% e 15%", disse o executivo. Apesar dessa tendência menor de crescimento, as expectativas ainda são elevadas.

O Brasil, hoje, por exemplo, já ocupa a sexta posição no ranking mundial da companhia e segue sendo tratado como 'jóia da coroa'. "Acreditamos que num período de sete anos, o mercado brasileiro seguirá em franca expansão e nos ajudará a aumentar nossa performance", sentenciou o vice-presidente executivo da SAS Americas, Carl Farrell.

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