Home - Convergência Digital
RSS Acesse as notícias via celular ou PDA Assine gratuitamente as nossas newsletters Quem faz o Convergência Digital Fale conosco Anuncie aqui
Cloud Computing CD TV Carreira Blog Capital Digital



Home - Governo - Política Industrial

Política de software: Compras públicas e R$ 550 milhões para fomentar o setor

:: Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz
:: Convergência Digital :: 15/08/2012

Tendo como norte deixar a tecnologia da informação brasileira entre as cinco maiores do planeta – hoje é a 10a – e mais do que dobrar o faturamento desse setor até 2020, o governo anuncia na próxima segunda-feira, 20/8, uma nova política para software e serviços. Por alto, pelo menos R$ 550 milhões serão injetados no setor pelo Estado até 2015 – sendo uns R$ 70 milhões ainda este ano.

Mas se o setor anseia pelas medidas arquitetadas no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, vai precisar esperar um pouco mais para sentir seus efeitos. De forma inédita, diga-se, a política será submetida a uma consulta pública por 30 dias. Além disso, o principal instrumento só entrará em uso em 2013.

O cerne dessa nova política é o uso do poder de compra do Estado para fomentar o setor de software e serviços, garantindo o desenvolvimento de competências nacionais. O veículo será a legislação que já garante margem de preferência aos fornecedores com tecnologia desenvolvida no país.

Em essência, trata-se de estender ao software a margem de preferência prevista na Lei 12.349/2010 – ou seja, a autorização para que produtos e serviços com tecnologia nacional sejam adquiridos em licitações por valores até 25% superiores aos dos concorrentes estrangeiros.

Para dar forma a essa preferência, foi preciso desenvolver um meio de atestar que um software foi, digamos, “feito no Brasil”. Afinal, o principal instrumento usado para fins semelhantes é a Portaria 950/2006, do MCTI, só que ela só serve para atestar a tecnologia nacional de bens.

Assim, parte significativa da nova política foi o modelo de certificação. Elaborado com respeito a parâmetros internacionais, como a ISO 15505, que trata do processo de desenvolvimento de software, esse modelo consegue medir o grau de competências tecnológicas agregadas no país a um determinado programa.

A certificação leva em conta cinco parâmetros – recursos humanos, tecnologia, inovação, parcerias e modelo de negócios – e já passou por um período de testes que envolveu cerca de 40 empresas. Para o bem da política, de forma a não nivelar o mercado por baixo, o modelo só vale para software de alto valor agregado.

Como mencionado, a nova política será submetida a uma consulta pública por 30 dias. Depois disso haverá um prazo de 90 dias para o início das certificações – que devem ficar a cargo do CTI Renato Archer, embora esteja sendo organizado um sistema descentralizado para atender aos pedidos.

O Decreto com a extensão da margem de preferência (os 25%) ao software, no entanto, só deve ser editado em algum momento do primeiro semestre do próximo ano. A exemplo de áreas já beneficiadas, como fármacos, não será um “liberou geral”. Serão elencados tipos de programas de interesse do Estado

Ecossistemas

Mas ainda que as compras públicas sejam o principal instrumento direto de fomento, a nova política para software é mais ampla – serão dez medidas distintas que também envolvem questões como formação de mão de obra e, especialmente, o desenvolvimento de “ecossistemas digitais”.

A lógica aí é usar também as compras do setor privado para incentivar a formação de clusters, aglomerados de micros e médias empresas capazes de atender, no todo ou em parte, as demandas de áreas de excelência, como petróleo e gás, aeroespacial e defesa e segurança cibernética.

O objetivo é que importantes compradores de software (Petrobras, Embraer, etc) participem da política e ajudem a identificar áreas merecedoras de incentivos públicos. Como mesmo empresas de porte se veem tecnologicamente dependentes de um ou poucos fornecedores globais, teriam a ganhar com esse movimento. Ou pelo menos é a crença inserida na nova política.

Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto
 

:: Leia também:

:: 29/04/2013 14:55
Rio Info 2013 discute qualidade do software nacional

:: 23/04/2013 11:22
Compusoftware busca parceiros no modelo de franquia

:: 12/03/2013 16:55
Planejamento libera ambiente de teste para software público

:: 19/02/2013 16:54
Governo quer sugestões para novo portal do software público

:: 28/11/2012 15:00
Brasil falha no uso de software e serviços de TI

:: 19/11/2012 11:40
Municípios precisam correr para contratar e-Nota e e-ISS

:: 01/11/2012 12:33
Software Brasil: Programa MPS.br chega a 400 avaliações

:: 17/10/2012 13:00
Decreto regulamenta desoneração da folha de TICs

:: 16/10/2012 11:15
Software público terá versão em espanhol

:: 01/10/2012 11:40
Sai a primeira certificação nível G do MPS.br


Outras matérias desta seção:

ANTERIOR
De olho em déficit de US$ 3 bilhões, governo quer ‘acelerar’ software nacional

PRÓXIMA
Governo culpa resistência de fabricantes ao Ginga pelo atraso




Ministério da Cultura proíbe acesso ao Facebook
:: 10/05/2013 :: Governo

Portaria com normas de segurança a serem adotadas por servidores, estagiários e terceirizados da pasta também veda acesso a páginas de música e vídeo, e inclusive a sítios na Internet que tenham “conteúdo atentatório à moral e aos bons costumes.


Nuvem do Serpro será 100% em código aberto
:: 06/05/2013 :: Governo

O Serpro quer concluir até agosto o projeto de implantação da computação na nuvem, revela o presidente da estatal, Marcos Mazoni. Até lá, informa, a regional do Paraná - que gerencia o projeto - vai finalizar o desenvolvimento, na plataforma "openstack", da solução definitiva de processamento em nuvem, migrando os atuais ambientes que dispõe, inclusive proprietários, para uma exclusiva em código aberto.


Compras públicas: PCs devem ficar fora da margem de preferência
:: 06/05/2013 :: Compras governamentais

Regra que favorece fabricação e desenvolvimento nacional para equipamentos de informática nas compras públicas está em elaboração. Mas parte do governo – Ministério do Planejamento e Receita Federal – sustenta que os micros já são fartamente beneficiados com as desonerações de PIS e Cofins.

:: Tecnologia nacional: governo refuta protecionismo e mantém margem nas compras públicas

TV digital: aberta seleção para o Ginga Br.Labs
:: 03/05/2013 :: Política industrial

Ministério das Comunicações vai selecionar 10 entidades, de direito público ou privado, para o desenvolvimento de aplicações interativas usando o Ginga, plataforma de interatividade do SBTVD. Ideia é formar mão de obra qualificada na produção de conteúdo digital.  Prazo para a entrega das propostas vai até o dia 17 de junho.  Portal Convergência Digital publica a íntegra do edital.



Cobertura em vídeo do Convergência Digital




Convergência Digital no Facebook Convergência Digital no Twitter RSS do Convergência Digital Newsletters do Convergência Digital
Copyright © 2013 Convergência Digital
Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.