O governo profissionalizou as contratações em TICs ao reduzir o foco em produtos e mão de obra e dedicar mais atenção a serviços, mas ainda é preciso ajustes para consolidar a ideia de parcerias público-privadas (PPPs), afirmam os executivos convidados pelo portal Convergência Digital e pela Network Eventos para a mesa redonda preparatório do Forum TIC, evento que acontecerá nos dias 19 e 20 de março de 2013, em Brasília. Nessa etapa - a segunda da nossa preparatória para o Forum TIC - participaram Leonardo Bruno, da Algar Tecnologia, Cesar Taurion, da IBM, Luis Minoru, da PromonLogicalis Nelson Wang, da Amdocs, e Renato Panessa, da Globalweb. O tema compras governamentais, sob a ótica da iniciativa privada, trouxe à mesa, uma questão: governo e mercado só têm a ganhar se trabalharem de comum acordo. “O governo tem gente muito especializada e capacitada para a boa elaboração de editais de contratação de serviços”, elogiou Leonardo Bruno, diretor-regional São Paulo da Algar Tecnologia. Para ele, de maneira geral, essa mudança vem sendo favorável às empresas interessadas em vender para o governo. “As empresas passam por uma fase de adaptação, que muitas vezes é crítica e pode levar até seis meses, em alguns casos. Esses ajustes são necessários porque o fornecedor está acostumado a trabalhar com níveis de serviços e o governo, ainda não”, acrescentou. Para Minoru, da PromonLogicalis, uma frente de trabalho é a questão dos projetos de curto prazo. Ele lembra que a compra de tablets, por exemplo, um negócio já firmado pela sua empresa com o governo, impõe também a melhoria da infraestrutura de telecomunicações usada pela administração. "Também vão ser necessários aplicativos. Não é um projeto para pensar em tempo de governo", diz. A questão dos tablets, por exemplo, deve ser demandada pela área de negócios e não pela de TI. "Esse executivo precisa ficar atento e questionar como ficar à frente". Nelson Wang, da Amdocs, foi ao ponto: o governo precisa entender melhor o seu papel como comprador de tecnologia. "O governo tem um papel duplo. Ele precisa planejar não apenas para o seu consumo, mas para o país. A ideia é criar serviços para a exportação. A inovação passa por esse caminho. O público e o privado não deve ficar junto apenas no imediato que é a compra. Precisamos ir além". Renato Panessa, da Globalweb, por sua vez, diz que para as PPPs avançarem é preciso que o governo minimize o descompasso existente hoje - de um lado órgãos sucateados e com uma TI arcaica, mas muito perto, uma administração mais avançada e com tecnologia de ponta. Assista a primeira etapa do debate sobre Compras Governamentais, sob a ótica da iniciativa privada, realizado pelo Portal Convergência Digital e pela Network Eventos.
O Serpro quer concluir até agosto o projeto de implantação da computação na nuvem, revela o presidente da estatal, Marcos Mazoni. Até lá, informa, a regional do Paraná - que gerencia o projeto - vai finalizar o desenvolvimento, na plataforma "openstack", da solução definitiva de processamento em nuvem, migrando os atuais ambientes que dispõe, inclusive proprietários, para uma exclusiva em código aberto.
Regra que favorece fabricação e desenvolvimento nacional para equipamentos de informática nas compras públicas está em elaboração. Mas parte do governo – Ministério do Planejamento e Receita Federal – sustenta que os micros já são fartamente beneficiados com as desonerações de PIS e Cofins.
Ministério das Comunicações vai selecionar 10 entidades, de direito público ou privado, para o desenvolvimento de aplicações interativas usando o Ginga, plataforma de interatividade do SBTVD. Ideia é formar mão de obra qualificada na produção de conteúdo digital. Prazo para a entrega das propostas vai até o dia 17 de junho. Portal Convergência Digital publica a íntegra do edital.
Governo vai liberar o simulcast - ida direta do analógico para o digital - por meio de Decreto. Medida tem como alvo principalmente cidades como São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, onde já não há radiofrequência disponível para que todas as emissoras façam a transmissão nos dois sistemas, analógico e digital.