A Telebras e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) vão interconectar suas redes, como previsto na segunda fase do acordo que busca ampliar significativamente a capacidade das conexões em todas as instituições federais de ensino superior – além de dar maior capilaridade à rede pública de fibras ópticas utilizada no Plano Nacional de Banda Larga.
O principal objetivo é garantir que uma rede de alta velocidade para as cerca de 900 instituições de ensino – campi das universidades e institutos federais, além de unidades de pesquisa. “Muitos municípios não têm backhaul suficiente para velocidades mais altas e, em vários casos, há campi com conexões de 4Mbps”, diz o diretor geral da RNP, Nelson Simões.
Daí o uso da rede da Telebras – e a substituição de pelo menos parte das contratações atuais da RNP junto a outras operadoras – para garantir que, no interior, todos os campi do interior do país contem com pelo menos 100 Mbps, e as sedes das instituições com 1 Gbps. A meta é cobrir todos até 2014. Dois projetos-piloto nesse sentido já foram implantados em Anápolis-GO e Gurupi-TO.
Na etapa atual, o objetivo é conectar 102 sites até o fim de 2012 – 44 instituições federais de ensino, 47 institutos federais, 7 unidades de pesquisa e 5 unidades da Embrapa – distribuídos em 53 localidades do país, em 21 estados. “No mínimo, vamos atender 50 instalações este ano”, promete o presidente da Telebras, Caio Bonilha.
Para a estatal, o acerto tem duplo ganho, seja porque a rede da RNP já está em alguns locais onde a Telebras quer ir, ou pela garantia de demanda em várias praças – visto que a RNP vai contratar capacidade de transporte. “Do nosso ponto de vista, cria as condições de a Telebras ir muito mais rapidamente para alguns lugares”, completa Bonilha.
Segundo Paulo Bernardo, para o apelidado PNBL 2.0, que terá como objetivo levar fibras ópticas a todos os municípios do país, serão calculados os aportes necessários para o cumprimento de obrigações de futuros leilões. "É consenso que vamos trocar obrigações por infraestrutura”, afirmou.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e a Universidade de Brasília, que coordena a infraestrura no Distrito Federal, ativam a primeira expansão da rede metropolitana da capital federal – batizada de Rede Gigacandanga – que se estende por 180km mas deve alcançar 380km de fibras ópticas entre diferentes instituições de ensino e pesquisa.
Inscrições foram concluídas na sexta-feira, 5/4 e agora resta o trabalho de fazer a seleção dos projetos. Programa conta com R$ 100 milhões para a implantação das redes municipais de fibras ópticas, o que significa escolher entre 150 e 200 municípios.
Operadoras questionavam os acertos com Eletrobras e Petrobras que permitiram a cessão do uso das redes de fibras ópticas que formam a base da infraestrutura do Plano Nacional de Banda Larga.
Tradicionalmente pouco atendidas pelo mercado financeiro tradicional, as empresas nacionais de TI só teriam a ganhar com o suporte do mercado de capitais.