Levantamento feito pela AirTight a partir de respostas de 316 profissionais mostra que tendência ao modelo BYOD (Bring Your Own Device) é um movimento sem retorno
A AirTight, líder global em soluções de segurança para ambientes Wi-Fi, divulgou os resultados de um estudo realizado junto a 316 profissionais das áreas TI e Segurança de Redes, com o objetivo de avaliar novas tendências de tecnologia e as ameaças emergentes que tais tendências podem acarretar para a segurança de suas redes.
Sob o título “Qual é a sua relação com BYOD?” o estudo avaliou as opiniões destes profissionais sobre o quão difundida está a tendência de emprego do modelo BYOD nas empresas. O levantamento aborda também a atitude das empresas em relação ao hábito ou interesse dos funcionários em trazer seus próprios dispositivos pessoais para a rede, bem como os fatores ligados à gestão e segurança em torno destas questões.
De acordo com Fernando Neves, presidente da AirTight no Brasil, o modelo BYOD avança de forma inexorável, devido à enorme disseminação dos dispositivos móveis e também em função da necessidade de agilidade nos serviços de acesso e transações de dados nos ambientes corporativos. “O problema é que a segurança em ambientes WiFi ainda é o calcanhar de Aquiles das redes ligadas a negócios. Resolver e equacionar a questão da segurança é a condição básica para o amadurecimento do modelo BYOD.”, completa Neves.
Um dos apontamentos mais interessantes do estudo feito pela AirTight foi que 61% dos entrevistados disseram ver a tendência BYOD como uma oportunidade de redução de custos com TI e aumento da eficiência. Mas o modelo é visto, ao mesmo tempo, como uma forte ameaça à segurança das empresas.
Quando questionados sobre o quão difundido é o uso de dispositivos externos dentro das empresas, mais de 86% dos entrevistados garantiram que já utilizam o modelo e apenas 11% afirmaram que não permitem dispositivos pessoais.
O levantamento foi realizado sobre pesquisas de campo levadas a termo pela Invade, uma empresa provedora de serviços gerenciados e solução de tecnologia para negócios. Outro dado apurado no documento é que 60% das empresas estão adaptando suas infraestruturas de TI para acomodar os dispositivos pessoais de seus funcionários ao invés de restringir o uso.
“A partir das respostas obtidas, fica patente que a maioria das organizações está percebendo que impedir que os colaboradores tragam seus próprios dispositivos é uma batalha perdida,” afirma Pravin Bhagwat, CTO da AirTight. “Iphones, Ipads, Androids e Tablets, em geral, estão chegando para ficar nas organizações. Na cultura BYOD atual, a AirTight percebe que há três vezes mais dispositivos pessoais não gerenciados no ambiente de um cliente, do que dispositivos corporativos. A chave para manter a rede do cliente segura, é, justamente, gerenciar estes dispositivos.”
A dificuldade de gerenciamento surge uma vez que usuários não autorizados precisam apenas das credenciais de logins das empresas para conectar seus dispositivos pessoais mesmo em redes seguras, como a WPA2/802.1x. Algo que pode ocorrer sem o conhecimento ou permissão do administrador, expondo a rede a ameaças de segurança e vazamento de dados.
“É importante para as empresas estar à frente dessa ameaça cada vez maior que são os dispositivos não gerenciados conectando-se às redes corporativas e entender os benefícios e recursos de diferentes tecnologias, como WIPS, NAC e MDM, para controlar tanto o uso de dispositivos pessoais quanto as ameaças que o uso traz.”, concluiu Bhagwat.
No Brasil
A AirTight está conduzindo pesquisa semelhante no mercado Brasileiro e os primeiros resultados demonstram que ainda há muito a aprimorar em termos de segurança. Fernando Neves destaca que o Brasil se caracteriza pela forte abundância de “talentos” para a perpetração de ataques associada a uma grande facilidade de acesso a dispositivos para este fim. “Isto ajuda a entender o “caldo de cultura” que vem se criando ultimamente num quadro em que a exposição ao risco cresce de forma mais acelerada que a expansão da mobilidade na rede. “A boa notícia é que diversas empresas vem investindo na segurança de suas redes sem fio e implementando sistemas de detecção e prevenção de ataques – WIPS – como os providos pela AirTight.”, assinala Neves.
Na avaliação do executivo, o momento atual, no Brasil, é de consolidação das redes sem fio, agora com a criação das redes BYOD “oficiais”, ou seja: dotadas de segurança e controle específicos para este modelo. “Este movimento de ‘oficialização’ é que tornará natural o próximo passo a ser dado pelas redes brasileiras, que é a expansão dos serviços associados à conexão de dispositivos pessoais dos usuários, funcionários e clientes.”, conclui ele.
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