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Bancos: Inovar significa apostar em cloud, big data e segurança

Convergência Digital - Cobertura Especial CIAB FEBRABAN 2012
:: Fábio Barros - 25/06/2012

O setor financeiro continuará sendo um dos maiores consumidores de Tecnologia da Informação do País, mas a inovação a ser demandada por ele a partir de agora vai mudar de foco. A busca a partir de agora é por simplicidade, tanto para as áreas de TI quanto para os clientes.

Este foi o consenso de um dos painéis realizados no CIAB 2012. Para Patrícia Fossili, vice-presidente e CTO da EMC, o movimento de inovação no setor financeiro será baseado em três pilares: cloud computing, big data e segurança. “Todos estes são fundamentais para o setor financeiro”, diz a executiva.

E fundamentais porque, combinados com o processo de bancarização de cada vez mais brasileiros – nos últimos cinco anos o sistema financeiro recebeu 30 milhões de novos correntistas – estes pilares deverão criar condições para que os bancos se relacionem melhor com este novo contingente e, não só isso, gerenciem melhor seus ambientes.

Para Fábio Pessoa, vice-presidente de vendas da IBM, por conta deste contexto, estes pilares deverão ser permeados pela simplificação da tecnologia, tanto para os clientes quanto para os bancos. “Nosso desafio, como fornecedores, é estarmos alinhados com isso”, diz.

Na prática, isso significa criar mais pontos de acesso e, mais que isso, usar uma linguagem mais natural e amigável para o cliente. O desafio torna-se ainda maior quando se leva em conta também o conceito de consumerização, que coloca nas mãos dos usuários finais ferramentas tão ou mais sofisticadas que as oferecidas pelos bancos.

Luciano Corsini, vice-presidente da HP Enterprise Services, observa que a curva de inovação se inverteu, e mudou de mãos. “Há dez anos as tecnologias mais avançadas estavam nas empresas. Hoje ela está na casa dos usuários, o que representa um desafio a mais para os fornecedores”, afirma.

Para vencê-lo, o vice-presidente de automação da Itautec, Wilton Ruas da Silva, acredita na integração. “O setor caminha para o conceito de tudo em todo lugar. Aos poucos veremos a integração completa de todos os canais de atendimento”, afirma.

O fato é que os bancos – e seus fornecedores – começam a discutir – e, em breve, a colocar em prática – meios de facilitar o acesso dos clientes às instituições e, de outro lado, o gerenciamento destes acessos por seus departamentos de TI. Simplificação, em todos os sentidos, será a palavra de ordem desta nova era.



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