Em 2015, 10% das interações de clientes com bancos serão feitas na nuvem
Convergência Digital - Cobertura Especial CIAB FEBRABAN 2012
:: Fernanda Ângelo - 21/06/2012
Em painel intitulado "O banco na nuvem", realizado durante o Congresso Ciab Febraban 2012, executivos da EMC, Gartner e HP discutiram o uso de cloud computing pelos bancos. Os executivos foram unânimes em dizer que a adoção da computação em nuvem é um caminho sem volta para as instituições financeiras.
Tanto é assim que, citando dados de levantamentos realizados globalmente pela empresa de análises de mercado, Peter Redshaw, vice-presidente de serviços de consultoria para a indúsria financeira do Gartner, disse que até o final de 2015 pelo menos 10% de todas as interações de clientes com bancos serão realizadas indiretamente através de serviços e portais baseados em cloud computing.
Redshaw destaca questões regulatórias e a preocupação com segurança e confiabilidade como fatores que podem reter a velocidade do avanço na adoção de cloud computing. Do outro lado, porém, está o interesse em conseguir gerenciar e configurar os próprios serviços, que deve estimular a adoção do modelo computcional.
Azeem Mohamed, diretor global de estratégia de cloud computing da HP, acrescenta que a possibilidade de interoperabilidade permitida pela computação em nuvem é um dos motivos pelos quais algumas instituições começam a abraçar a computação em nuvem. "O HP CloudSystem é completo, aberto e integra soluções de diferentes fornecedores", diz o executivo, exemplificando com soluções de empresas como Oracle, SAP, RedHat e Citrix, entre outras. Segundo Mohamed, mundialmente, 14 bancos já utilizam as soluções de cloud da HP.
Rodrigo Gazzaneo, especialista da EMC na América Latina, destaca outro aspecto interessante na adoção de cloud pelas empresas. "Cloud computing é o primeiro passo para a transformação da TI", afirma o executivo. “Está na hora de entrarmos na nuvem porque o próximo passo é a transformação do negócio”, acrescenta. No entanto, ele destaca que as empresa precisam ficar atentas para não minar a confiança do usuário de TI ao adotar a computação em nuvem. "Cloud computing precisa ser uma ferramenta para que os especialistas em TI atuem como consultores de tecnologia para os profissionais de negócios", sugere.
Gazzaneo fala dos benefícios da computação em nuvem para a organização de TI, esteja ela em qual indústria estiver. Além das já conhecidas promessas de flexibilidade e economia de custos, ele menciona a facilidade para se discutir questões financeiras quando os serviços e aplicações estão baseadas em cloud.
Redshaw, do Gartner, diz ainda que a adoção de serviços baseados em nuvem deve ser facilitada por empresas que farão a intermediação entre os bancos e os provedores de serviços de cloud computing, incluindo organizações que fiquem responsáveis por questões que vão desde o funcionamento da infraestrutura, até o cumprimento de exigências regulatórias.
De um jeito ou outro, o fato é que os executivos concordam que a adoção de cloud computing é um realidade também no setor financeiro. Mohamed, da HP, cita uma pesquisa sobre sistemas bancários e de tecnologia, que dá conta que 19% dos bancos já utilizam algum tipo de nuvem privada, enquanto 16% deles adotam cloud externa. Entre os que ainda não usam cloud, diz o executivo, 28% consideram fazê-lo no curto prazo. Outro estudo apresentado por Mohamed, este da McKinsey & Company, aponta que 75% dos executivos de negócios acreditam que cloud pode trazer valor aos seus negócios.
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