As prestadoras de serviços de telecomunicações investiram R$ 4,7 bilhões no primeiro trimestre de 2012, especialmente na ampliação e modernização de infraestrutura e na melhoria da qualidade dos serviços. O total de investimentos feito em telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura de janeiro a março deste ano representa um crescimento de 43,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo balanço divulgado pela Telebrasil, desde 1998, ano da privatização, o setor de telecomunicações já investiu R$ 255 bilhões, incluindo o pagamento pelas outorgas de prestação dos serviços. Só no ano passado, o investimento foi R$ 21,7 bilhões, o segundo maior da história das telecomunicações. O estudo apura ainda que o país fechou o primeiro trimestre com 329,2 milhões de acessos de telecomunicações, o que representa um crescimento de 17,2% em relação a março de 2011.
A banda larga, informa o levantamento da Telebrasil, foi o serviço que mais evoluiu percentualmente no Brasil, apresentando um crescimento de 73% no período. No fim do primeiro trimestre, o País somava 68 milhões de acessos. Hoje, já são mais de 73 milhões de conexões fixas e móveis. A evolução da banda larga também se deu na cobertura, especialmente pelas redes de terceira geração (3G), que já estão em 2.915 municípios, onde moram 85% da população.
O maior crescimento em números absolutos foi verificado na telefonia móvel, com 40 milhões de novos celulares desde o fim do primeiro trimestre de 2011, o que representou um crescimento de 19% no período. No fim março eram 250,8 milhões de celulares e hoje já são mais de 253 milhões. A telefonia móvel está presente em todos os municípios brasileiros, com exceção de Nazária (PI), recém-emancipado, e há competição entre pelo menos quatro prestadoras em cidades que concentram 83% da população do Brasil.
A telefonia fixa fechou primeiro trimestre deste ano com 43,2 milhões de acessos, um crescimento de 2,8% em relação a março de 2011. A telefonia fixa está presente em 39,1 mil localidades e apresenta um dos maiores índices de competição do mundo, com 29% de participação das autorizatárias na base total de clientes. O setor de TV por assinatura, por sua vez, cresceu 31,2% em 2011, chegando a 13,7 milhões de acessos.
Impostos
De janeiro a março deste ano, os usuários dos serviços de telecomunicações já pagaram R$ 14,7 bilhões em tributos, que incidiram diretamente sobre o cidadão e impactaram os preços dos serviços em mais de 45%. Esse total de impostos recolhidos e repassados integralmente aos cofres públicos é resultado de uma das mais altas cargas tributárias do mundo. A maior parcela desses recursos é recolhida pelos governos estaduais, que a título de ICMS arrecadaram R$ 8 bilhões de janeiro a março, o que corresponde a 10,7% de toda a arrecadação dos Estados com esse imposto, no período.
Durante o primeiro trimestre de 2012, o setor de telecomunicações produziu R$ 53,1 bilhões em receita operacional bruta, o que representa um crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano de 2011, a receita operacional bruta do setor foi de R$ 201,2 bilhões, equivalente a 4,9% do PIB. No primeiro trimestre de 2012, a variação do PIB de Serviços de Informação, que incluem as telecomunicações, foi de 4,8%, bastante superior à variação do PIB total. O desempenho do setor também se traduz em postos de trabalho, que no fim do primeiro trimestre somava 489,3 mil empregos.
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