Nokia Siemens nacionaliza componente de ERB e abre centro de P&D
Internet Móvel 3G / 4G - Convergência Digital
:: Ana Paula Lobo
Com a venda consumada das principais frequências para a oferta do 4G no Brasil, a Nokia Siemens anuncia, a partir de outubro, por meio de parceiro OEM, a fabricação local de estações radiobase e adianta a nacionalização do filtro - elemento que permite a definição da frequência na ERB - para atender às exigências de tecnologia nacional, imposta pelo Governo Dilma, revela Wilson Cardoso, vice-presidente de Tecnologia da fabricante para a América Latina.
Além da nacionalização do filtro, a Nokia Siemens também acelerou o cronograma e terá a partir de janeiro de 2013, um centro de Pesquisa e Desenvolvimento para o 4G. Em entrevista ao Convergência Digital, Cardoso preferiu não adiantar maiores detalhes, mas garantiu que o centro de P&D será estratégico. "Queremos produzir aplicações para explorar o potencial do LTE", afirmou o executivo. Investimentos previstos para essa etapa ficam entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões.
De acordo com dados da empresa, em abril do ano que vem, o Brasil deverá ter 3 mil e 4 mil estações radiobase 4G instaladas para atender a demanda das cidades-sede da Copa das Confederações - Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Salvador. E a expectativa da Nokia Siemens é arrematar 35% do market share.
A chegada do 4G, informa ainda Cardoso, exigirá uma atualização dos backbones - roteadores e equipamentos ópticos dos pontos de interconexão com os backhauls das teles. "Se não houver essa modernização poderemos ter gargalos. Os backhauls já foram implementados pensando na demanda 3G e 4G", salienta.
Ao analisar o resultado do leilão - onde Vivo e Claro compraram licenças de 20+20 Mhz e TIM e Oi - 10+10 Mhz, Cardoso disse que, de fato, a frequência de 10+10 Mhz não permite tirar todo o proveito de velocidade do 4G - pico de 150 Mbits - mas observa que TIM e Oi compraram a banda P - em cidades-chaves - como São Paulo, Curitiba, Brasília, o que permitirá alcançar velocidades próximas do 20+20 Mhz.
E nesse cenário, diz o executivo, a Nokia Siemens sai à frente dos concorrentes. "Nossa tecnologia permite emular essas frequências de forma otimizada". Segundo ainda a Nokia Siemens, para cumprir os prazos do governo, a produção local tem que começar em outubro. Isso significa que resta pouco tempo para a realização das licitações pelas teles móveis.
Facebook, Google e GMail são os aplicativos mais usados, revela pesquisa da Qualcomm. Usário brasileiro está disposto a pagar entre R$ 27 e R$93 a mais na hora de comprar um smartphone em troca de um pacote personalizado de apps.
Dificuldade estava no preço a ser pago pelas operadoras, mas o impasse foi resolvido e vale para todos os aeroportos do país. Nos maiores aeroportos, as teles deverão pagar R$ 3 mil por mês. Nos menores, até R$ 1 mil.
Os titãs do mercado já sentiram que ficar fora desse jogo não é um bom negócio. Para quem já está nele, o desafio, revela o consultor Eduardo Prado, é buscar soluções que resolvam os problemas do consumidor.