A oferta de banda larga e de interconexão entre os países gera uma crise diplomática entre os países do Mercosul. O Paraguai aproveitou a realização da Cúpula das Tecnologias da Informação e Comunicações SummIT 2012, realizada em Assunção, para criticar a postura do Brasil e da Argentina. De acordo com o vice-presidente paraguaio, Federico Franco, os dois países - os mais 'ricos' - cobram extremamente caro para viabilizar a conexão via fibra óptica.
"Vou a fazer uma reivindicação com muito respeito, mas com firmeza e cavalheirismo: o Paraguai é um país mediterrâneo, mas nossos vizinhos, em particular os grandes vizinhos, não nos permitem liberalizar totalmente a internet", afirmou Franco em declarações reproduzidas pela agência pública IPParaguay, segundo a agência EFE.
Segundo Franco, Brasil e Argentina não concedem acesso à fibra óptica aum preço razoável, já que o custo da banda larga continua sendo quase inatingível, porque 80% do custo dos serviços vem através dessas conexões. O Paraguai ocupa uma posição muito baixa dentro do ranking global de acesso à internet, com menos de uma ou duas linhas de banda larga para cada 100 habitantes, segundo um relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado no último mês de junho.
A questão de interconexão e acesso à fibra óptica está sendo tratada entre os países da região. Em março, Brasil, argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela renovaram o compromisso de trabalhar de forma conjunta para a interconexão de suas redes de telecomunicações para reduzir custos. Intenção é que o projeto já esteja em funcionamento para a Copa do Mundo de 2014.
Segundo Paulo Bernardo, para o apelidado PNBL 2.0, que terá como objetivo levar fibras ópticas a todos os municípios do país, serão calculados os aportes necessários para o cumprimento de obrigações de futuros leilões. "É consenso que vamos trocar obrigações por infraestrutura”, afirmou.
A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e a Universidade de Brasília, que coordena a infraestrura no Distrito Federal, ativam a primeira expansão da rede metropolitana da capital federal – batizada de Rede Gigacandanga – que se estende por 180km mas deve alcançar 380km de fibras ópticas entre diferentes instituições de ensino e pesquisa.
Inscrições foram concluídas na sexta-feira, 5/4 e agora resta o trabalho de fazer a seleção dos projetos. Programa conta com R$ 100 milhões para a implantação das redes municipais de fibras ópticas, o que significa escolher entre 150 e 200 municípios.
Operadoras questionavam os acertos com Eletrobras e Petrobras que permitiram a cessão do uso das redes de fibras ópticas que formam a base da infraestrutura do Plano Nacional de Banda Larga.