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Leilão 4G gera R$ 2,93 bilhões para o Governo

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:: Luís Osvaldo Grossmann

Com a venda de 54 dos 273 lotes oferecidos, a Anatel arrecadou R$ 2.930.495.450 no leilão 4G, encerrado nesta quarta-feira, 13/6. A agência calculava que a venda de todos os lotes resultaria em, pelo menos, R$ 3,85 bilhões. Ainda assim, nas contas da Anatel, considerando-se apenas o que foi vendido o ágio médio foi de 31,27% sobre os valores mínimos estipulados no edital.

O maior investimento individual foi da Vivo, que por um único lote – a banda nacional de 20+20 MHz, vai desembolsar R$ 1,05 bilhão. Em seguida, a Claro vai pagar R$ 988,8 milhões, mas além da outra banda nacional de 20+20 MHz ainda ficou com outros 19 lotes regionais.

A Oi arrematou um lote nacional (10+10 MHz) e 11 regionais, pelo total de R$ 399,7 milhões. Enquanto a TIM, uma banda nacional e seis regionais, aplicou R$ 382,2 milhões.

No caso das bandas TDD, de 35 MHz, a Sky ficou com 12 lotes, por R$ 90,5 milhões. Já a Sunrise – até agora mais conhecida pela operação de TV paga SuperTV, no interior de São Paulo – investiu R$ 19 milhões em dois lotes, referentes a áreas onde já atuava como operadora de MMDS.

Parte do que não foi vendido, no entanto, estará sujeito a negociações diretas entre as empresas que disputaram o leilão e as operadoras de MMDS, visto que essas têm prazo para se desfazer de frequências. Nesse caso, empresas que arremataram faixas em áreas próximas às do MMDS, têm preferencia de compra.

Esses casos se referem a 119 lotes – os de 10 a 74, 142 a 149, 151 a 172, 174 a 176, 178, 179, 181 a 183, 185, 188, 189, 192, 193 e 196 a 206. São as situações em que não foram licitados pois não houve renúncia de subfaixas de radiofrequência por parte das autorizadas.

Já 96 lotes 1, 75 a 77, 80 a 104, 108 a 111, 113 a 117, 119 a 124, 126 a 128, 130 a 132, 135, 138 a 140, 177, 180, 186, 187, 190, 191, 194, 195, 209, 212, 213, 215, 217 a 219, 221, 224, 226 a 228, 230, 234, 236, 238, 239, 243, 246, 249, 251, 253 a 256, 259, 260, 262 a 264, 267, 268, 271 e 272 não tiveram proponentes com melhor oferta.

Os lotes 6 a 9 seriam licitados apenas se houvesse proposta para o lote 1, relativo ao comprador único da faixa de 450 MHz. Como isso não aconteceu, as obrigações relacionadas a essa faixa – oferta de Internet na área rural do país – serão assumidas pelas empresas que adquiriram as bandas nacionais da faixa de 2,5 GHz.

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