A Cloudstore, loja de serviços de TI criada pelo governo britânico, vendeu cerca de £ 500 mil em serviços entre os meses de fevereiro e abril deste ano. A informação foi dada pelo CIO do governo, Andy Nelson, para quem o lançamento do programa G-Cloud, e da própria Cloudstore, foram as maiores quebras de paradigma no setor de TI governamental. O executivo admitiu, no entanto, que ainda há um longo caminho a percorrer.
Para quem não sabe, o G-Cloud é o programa do governo britânico criado com o objetivo de mudar o modo como o setor público compra e opera ativos de TI. A Cloudstore, parte do programa, é um bazar onde as agências governamentais podem comprar tecnologia.
No final do mês passado, a segunda iteração do G-Cloud foi lançada, agora estendendo a duração dos contratos – que agora podem chegar a 24 meses – e seus valores – que agora podem chegar a £ 100 mil. As mudanças devem permitir que mais áreas do governo, e mais fornecedores, participem do G-Cloud. “Um de nossos maiores desafios agora é manter o momento, trabalhando com todas as áreas para que adotem soluções em nuvem”, afirma Nelson.
Ele lembrou também que a integração de todas as áreas é um problema. “Cada departamento deverá nos apresentar uma agenda digital até o final deste ano: como vamos integrar tudo isso?”, questiona, lembrando que a melhoria dos serviços públicos e dos processos de compra tem que ser feita, mesmo em um mundo com pouco ou nenhum orçamento.
O governo britânico vem tentando levar seus serviços mais pesados para a nuvem, numa tentativa de ganhar velocidade e economizar parte dos orçamentos normalmente gastos em TI. Trazer os fornecedores para junto do programa G-Cloud deve supostamente ajudar as áreas do governo a avaliar todas as opções e ter acesso a todos os tipos de fornecedores.
Mesmo quanto a isso há divergências. Recentemente o chefe de gabinete do primeiro ministro, Francis Maude, disse que o G-Cloud e a Cloudstore poderiam gerar economia de £ 340 milhões, mas não soube especificar de onde viriam estes milhões. Já Nelson afirmou que os primeiros ganhos de escala com o G-Cloud deverão ser obtidos a partir de 2015.
Ainda assim, Maude afirma que este governo será reconhecido por ter comprado e utilizado melhor a TI. “Temos que transformar o governo em sinônimo de serviços digitais oferecidos com custo efetivo, fáceis de usar e sem falhas”, disse. Nelson concorda, e afirma que um dos objetivos do G-Cloud – que ainda não está totalmente lançado – é dar ao governo agilidade para comprar TI mais rapidamente, pelo melhor preço e de forma segura.