A partir desta quarta-feira, 06/06, a nova versão do protocolo Internet está ativo comercialmente e passa a fazer parte do dia-a-dia das empresas. E diversas empresas já estão comprometidas com a nova versão, entre elas, Google, Facebook e Yahoo, provedores de acesso, como Comcast e AT&T, dos Estados Unidos, Free, da França, e fabricantes de equipamentos de redes, como Cisco e D-Link.
No Brasil, o NIC.br coordenou de 06 a 12 de fevereiro, durante a Campus Party Brasil, um teste com as empresas. Participaram do evento 196 sítios Web, 21 provedores de acesso, e nove datacenters e provedores de hospedagem, incluindo Globo.com, Terra, UOL, iG, Tecla, Kinghost, entre outros, ativaram o IPv6 num grande teste regional. Como no World IPv6 Day, o teste também foi bem sucedido e muitos provedores decidiram manter o IPv6 ativo. Foi o caso, por exemplo, do Terra, do UOL, e da Globo (com o blog Techtudo).
Para disseminar a importância do IPv.6, a Sociedade da Internet no Brasil, entidade que representa a Internet Society no país, promoverá uma série de palestras para disseminar a importância do novo protocolo da Internet. “Já temos eventos confirmados em São Paulo, Salvador, Fortaleza e Jundiaí. As atividades não se encerram nesse dia, os materiais sobre a disseminação do IPv6 continuarão disponíveis para que outros eventos sejam organizados nos próximos meses”, informa Carlos Afonso, presidente da entidade. Mais informações sobre a iniciativa e os locais das palestras podem ser obtidas em: http://www.worldipv6launch.org e http://www.isoc.org.br.
O coordenador da iniciativa IPv6.br, do NIC.br, Antonio Moreiras, adverte que o lançamento mundial do IPv.6 nesta quarta-feira, 06, é um marco. "Os que ainda não começaram a implantar o IPv6, devem fazê-lo agora; caso contrário, correm o risco de verem-se, paulatinamente, isolados do restante da Internet”, afirma. O NIC.br recomenda ainda que todos os sítios Internet brasileiros, incluindo sítios de comércio eletrônico, bancos, governo, institucionais, blogs, além de servidores de correio eletrônico e outros serviços visíveis na Internet, tenham o IPv6 ativado até janeiro de 2013. O NIC.br também disponibiliza uma série de materiais didáticos, ferramentas e treinamentos gratuitos para facilitar a implantação do IPv6. Para saber mais acesse http://ipv6.br.
Oficialmente, a partir das 21h01 desta quarta-feira,06/06, (horário de Brasília), o número mundial de IPs vai crescer números robustos: atualmente são 4 bilhões de IPs (cada um diz respeito ao lugar ocupado por um dispositivo conectado na grande rede), que devem se expandir para milhões de milhões. A Cisco, projeta que, em 2016, 8 bilhões de dispositivos fixos e móveis terão capacidade para suportar o IPv6 - um crescimento de 7 bilhões de pessoas em relação a 2011. Ainda no ano de 2016, 45% da população mundial deverá estar conectada à internet, quadruplicando o tamanho atual da rede global. Isso representará mais de um bilhão de GB por ano (1,3 zetabytes).
O sistema utilizado até agora pela Internet, o IPv4 (versão 4 do protocolo), criado nos anos 70, oficialmente, foi considerado esgotado em 3 de fevereiro de 2011, quando a Icann (a instituição global que outorga esses endereços) informou que havia concedido os últimos cinco lotes da reserva de endereços IP com que contava para identificar os dispositivos na rede. O IPv.6 não substituirá, no entanto, o IPv.4. Os dois protocolos vão conviver até que a transição seja efetivada. Especialistas acreditam que esse processo ainda levará alguns anos.
*Com informações do NIC.br e de agências de notícias
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.