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Trazer o seu próprio device? Não para a festa dos CIOs

 :: Por Claudio Yamashit*
 Convergência Digital
:: 06/06/2012 
    

A recente tendência dos colaboradores de “trazerem seus próprios dispositivos” (BYOD) tem induzido um novo modo de trabalho, o BYOC (Bring Your Own Colaboration), gerando novos riscos e desafios para algumas organizações. As preferências dos consumidores e - mais especificamente, dos funcionários de empresas - por smartphones, laptops e tablets, impulsiona à recente cultura de utilizar equipamentos pessoais colaborativos ao ambiente de trabalho. Essa tendência traz à tona algumas das questões com as quais profissionais de TI e CIOs rapidamente precisarão aprender a lidar nos próximos anos. Ainda que a indústria tenha encontrado maneiras de gerenciar e proteger a grande variedade de gadgets que os profissionais têm levado para o escritório, uma questão nova - e, possivelmente, maior - surgiu. A força de trabalho global contemporânea exige que os funcionários se comuniquem com fornecedores, parceiros e colegas muito além da firewall da empresa. Como resultado, os funcionários, cada vez mais, trazem seus próprios dispositivos ao local de trabalho. Essa nova atitude representa uma nova forma de colaboração (BYOC), mas, por outro lado, apresenta um novo conjunto de desafios aos CIOs. Resolver esse problema exige um olhar mais atento às suas causas. Sabemos que os funcionários estão se voltando a serviços direcionados ao consumidor final e, também, que eles precisam transferir com velocidade informações delicadas ou arquivos grandes. Em uma pesquisa recente, realizada em nome da IntraLinks pelo grupo Harris, 46% dos entrevistados reconheceram que uma parte fundamental de seu papel é compartilhar informações críticas de negócios com parceiros, fornecedores e consultores*. Como eles se utilizam produtos projetados para o uso doméstico, frequentemente acabam contornando regulamentos corporativos críticos, expondo a companhia a riscos significativos. Embora esses serviços possam ajudar os funcionários a movimentar arquivos de forma rápida e com a qual se sentem confortáveis, o novo risco introduzido na empresa deixou aos CIOs nenhuma escolha senão "pensar fora da firewall." Ao alavancar a tecnologia baseada na nuvem para colaborar e compartilhar informações, as empresas ganham flexibilidade e agilidade para trabalhar com redes mais complexas de parceiros e se beneficiar com a colaboração contínua. No entanto, os desafios para os CIOs também são claros. É difícil conciliar segurança e requisitos regulamentares sem um método padrão de capacidades de colaboração aprovados. Envio rápido, compartilhamento seguro O objetivo de todo CIO é - ou deveria ser - permitir que usuários de negócios sejam mais produtivos, eficientes e criativos por meio da tecnologia. Embora estabelecer restrições em torno de ferramentas de consumo colaborativas possa parecer contra esse propósito, as questões de gestão de risco que as organizações enfrentam não costumam valer o ganho de permitir que os empregados incorporem essas plataformas simplesmente por causa de seu nível de familiaridade com os gadgets pessoais. As soluções que os trabalhadores modernos encontraram para, casualmente, trocar informações pessoais não foram construídas com os recursos de segurança rigorosos necessários para empresas. Apesar do nível de conforto dos funcionários com o uso de ferramentas pessoais de colaboração no local de trabalho, as empresas correm o risco de perder o controle das suas propriedade intelectuais devido a este comportamento. Um vazamento de informações poderia prejudicar os clientes, induzir comportamento ofensivo dos concorrentes, ou, ainda, violar os requisitos regulamentares da empresa. Facilidade de uso ou velocidade deveriam ser capacidades padrão e não recursos-chave de tecnologia. Ao referir-se à informação e colaboração, o desafio torna-se a forma como a informação chega a seu ponto final e como essa informação é monitorada e controlada para assegurar que as permissões adequadas sejam concedidas ao destinatário. A natureza unidimensional de plataformas de colaboração não pode resolver esses problemas complexos nos negócios. No dia-a-dia de uma única empresa, dados mudam de mãos de várias formas e por meio de diversas ferramentas de colaboração. Estender essas práticas para uma rede de parceiros de negócios e para o capital intelectual de sua organização está agora mais em risco do que nunca. Os CIOs têm de lutar com a tentativa de fechar a caixa de Pandora que os problemas de segurança são, que é aberta por funcionários que tentam contornar os pontos de acesso à rede. Com as ferramentas certas, as organizações podem fornecer alternativas confiáveis ​​para o consumidor da classe de serviços, enquanto gerencia efetivamente a gestão de informações em toda a empresa. * Fonte: IntraLinks Inter-Enterprise Collaboration Survey, Harris Interactive, 2012.

*Claudio Yamashit é Head of Latin America da IntraLinks


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