A nova mecânica do outsourcing de TI e a forma como as empresas devem agir para garantir o sucesso dos serviços terceirizados foi um dos temas da Conferência Outsourcing & Parcerias Estratégicas, realizada pelo Gartner, em São Paulo.
A vice-presidente de pesquisas da consultoria, Linda Cohen, falou sobre as mudanças que as organizações devem experimentar para melhor gerenciar os serviços de TI terceirizados e fazer o outsourcing funcionar. “O outsourcing é algo que veio para ficar, é uma prática de negócios esperada”, afirmou a especialista.
“As organizações internas precisam mudar suas especializações, aprender a cuidar e gerenciar serviços de TI para entregar o serviço final com a qualidade esperada aos usuários", acrescentou a executivo. Ainda segundo ela, o simples gerenciamento de fornecedores já não basta.
As empresas agora precisam governar todo o ecossistema de terceiros, precisam estabelecer políticas, diretrizes, regras e processos por todo o ciclo de vida do relacionamento com os provedores. Criar novas governanças significa basicamente três coisas: nomeação de autoridades, criação de regras por essas autoridades e estabelecimento de processos para que as regras sejam cumpridas.
Essa é uma grande mudança, que demanda novas atividades e especializações, principalmente porque essas novas atividades nem sempre são feitas pela área de TI. Para auxiliar nessa nova proposta de gerenciamento de fornecedores, o Gartner criou aquele que batizou como “Gartner Vendor Management Framework”.
O manual sugere que se crie equipes multidisciplinares para gerir todas as frente s de relacionamento com os fornecedores: compras, recursos humanos, jurídico, TI, etc. “Profissionais de cada área precisam ter responsabilidades e especializações bem definidas”, diz a especialista.
No caso das pequenas empresas, em que há menos recursos disponíveis – humanos e financeiros –, o segredo está em estabelecer as regras de gerenciamento em cada frente e disseminá-las entre todos os profissionais. Nas pequenas empresas o importante é determinar regras para a gestão de relacionamentos, contratos, inovação, finanças, métricas, etc e socializar essas regras.
“Todos devem agir de forma semelhante frente ao gerenciamento de fornecedores”, diz Linda. “Nas organizações onde não haverá níveis muito elevados e divididos de especialização, a sugestão é focar nas regras e processos”, resume a especialista.