A Polícia Federal começa nesta terça-feira, 5/6, o primeiro teste em larga escala do reformulado Centro de Monitoramento do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos, por conta da realização, no país, da conferência mundial Rio+20, entre os dias 20 e 23 de junho, no Rio de Janeiro.
Inicialmente criado para combater crimes financeiros realizados pela rede, o centro foi ampliado para tratar das tentativas e ataques a sistemas de informação do governo federal. “A Rio+20 será como um ‘piloto’ dos próximos eventos. Em um ano deveremos contar com 140 especialistas e equipes em todas as cidades-sede da Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas”, explica o chefe da Unidade de Repressão aos Crimes Cibernéticos da PF, Carlos Eduardo Miguel Sobral.
Ainda em 2009, a PF criou uma equipe dedicada ao combate a crimes financeiros na órbita da Caixa Econômica Federal – por ser o único banco totalmente público do país – mas que, naturalmente, funciona como repressor do sistema em geral. “O mesmo grupo que ataca a Caixa também tem como alvo bancos privados”, lembra o perito da PF, Ivo Peixinho.
Esse grupo foi fortalecido em um centro com 30 técnicos instalado na capital – em uma das sedes da CEF – e passará também a atuar mais próximo ao Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC, da Presidência da República) e ao CD Ciber do Exército. Nos próximos 12 meses, a equipe deve crescer para 140 profissionais.
O orçamento da Copa do Mundo já prevê R$ 3 milhões para a PF formar a equipe, R$ 800 mil para treiná-la e outros R$ 4 milhões para investimento em soluções (programas) de investigação. Mas uma parte significativa do trabalho já começou, com o mapeamento de cerca de 250 potenciais “agressores”. “São pessoas que já realizaram ou ameaçaram realizar ataques”, diz o delegado Sobral. Calcula-se que as 320 redes do governo federal sofram, por hora, mais de 2 mil ataques.
Com a formação da equipe, o centro vai contar com grupos táticos em todas as cidades-sede dos eventos internacionais a serem realizados no país nos próximos anos. Ainda que as atividades de inteligência sejam centralizadas em Brasília, esses grupos serão responsáveis pelas investigações locais – no mundo real – e as possíveis prisões de cibercriminosos identificados.
Detectado pela Microsoft, malware identifica se o computador infectado tem conta ativa na rede social, onde é capaz de mandar mensagens, se juntar a grupos, ‘gostar’ e compartilhar arquivos. Mas a extensão dos “poderes” desse vírus ainda não estão claras.
O país também teve representação expressiva na disseminação dos ataques a linguagem Java no 1º trimestre. Segundo levantamento, no caso do Conficker, 26% dos ataques registrados no mundo saíram do Brasil.
O alvo são os usuários do Android e o ataque começa com o envio de solicitação de instalação de certificação de segurança (SSL) falsa. Objetivo é roubar os códigos de autenticação mTANS (mobile transaction authentication number) e os PINs (personal identification number) das contas bancárias.
Associação de Defesa do Consumidor testou 10 programas pagos e três gratuitos. AVG teve o pior desempenho entre os gratuitos. Entre os pagos, McAfee e Norton apresentaram as piores performances nos itens firewall, detecção de malware e proteção de sites.
Ele está acima do bem e do mal, tem uma carreira a zelar, mas é, sim, o maior responsável, hoje, pelo vazamento de dados e informações relevantes de uma corporação.