O fundo de investimentos do bilionário George Soros é o mais novo ator das telecomunicações no Brasil, com interesse especial no mercado de banda larga a partir das operações amplas permitidas pela nova legislação sobre TV paga no país e o uso da faixa de 2,5 GHz.
A Anatel aprovou nesta quinta-feira, 31/5, a entrada do Soros Fund na Sunrise Telecomunicações – mais conhecida pela operação de TV por assinatura em 12 cidades do interior de São Paulo, como Campinas, Ribeirão Preto e São José dos Campos.
Na prática, é a segunda etapa de alterações na Sunrise, desde que, no ano passado, a empresa passou para o controle do grupo Quattro, do empresário israelense de tecnologia Zaki Rakib. Com Soros, a empresa ganha um novo fôlego financeiro que pode chegar a R$ 500 milhões.
“Temos entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões para investir nesta nova Sunrise, que foi comprada para fazer banda larga”, explica o diretor de operações da empresa, Carlos André Albuquerque. A ideia é ampliar a musculatura da operadora, provavelmente com novas faixas de frequência em 2,5 GHz.
“Há interesse no leilão [das faixas de 450 MHz/2,5 GHz], mas ainda estamos trabalhando a questão das garantias, pois as condições não são favoráveis para as startups. Nós vamos para o leilão, o tamanho do apetite é que vai depender dessa questão”, completa Albuquerque.
ANTERIOR Wi-fi 'engole' redes fixas e desafia teles e reguladores
PRÓXIMA Celular: voz segue como carro-chefe e pré-pago impulsiona uso da Internet
Leia aqui a edição nº 4 da revista eletrônica do Convergência Digital
A quarta edição da revista eletrônica do portal Convergência Digital reúne matérias especiais sobre temas que estão na agenda do setor - crimes na Internet; computação na nuvem; carreira e compras públicas. Boa leitura!
É o que indicam o Banco Central e o Ministério da Comunicações ao tratarem da Medida Provisória 615/2013, publicada nesta segunda-feira, 20/5, que dá poderes à autoridade monetária para regulamentar novos “arranjos de pagamento”. Regras deverão estar prontas até o fim do ano. Mas BC fez um alerta às teles: os sistemas terão de se falar e ser o mais aberto possível.
Emissoras de TV levam à Anatel estudo japonês que indica haver muita interferência do 4G na TV Digital. “O edital deve prever que os custos para evitar interferência sejam cobertos pelas teles”, diz o presidente da Abert, Daniel Slaviero.
Secretário de telecomunicações, Maximiliano Martinhão, nega que o governo planeje “doar” o patrimônio vinculado às concessões de telefonia às operadoras, mas também reconheceu que esse é um tema no qual “não existe posição final do Ministério das Comunicações”.