Pesquisa TIC Domicílios 2011, do CETIC.br, mostra que a estratégia de levar o acesso à Internet para o celular visando as classes C,D e E está dando resultado no Brasil. O uso da Web no celular cresceu 340% em 12 meses e chega a 17% da população, mas ainda há muito por fazer. Isso porque apenas 19% dos usuários na área urbana usam o celular para acessar à Internet.
De acordo com o levantamento, divulgado nesta quinta-feira, 31/05, o uso de Internet no celular cresceu 12 pontos percentuais e passou de 5% em 2010 para 17% em 2011. E o pré-pago - campanhas que permitem pagar pelo uso diário - mostra ser o grande impulsionador do novo modelo de acesso.
"Certamente as classes A e B têm planos pós-pagos de celular. Mas é nas classes C, D e E, que ainda usam o pré-pago para controlar o custo de serviços com a voz que está também adotando a politica para acessar à Internet para ler e-mail e acessar Facebook, Orkut e Twitter", diz Alexandre Barbosa, do CETIC.br, responsável pelo estudo.
Para o estudo de 2012, a projeção é que esse índice ganhe ainda mais impulso, especialmente, se as medidas de desenoração prometidas pelo governo para os smartphones se concretizarem. "Se o smartphone cair de preço para o pré-pago, certamente o uso da Internet vai pular ainda mais", avalia Barbosa.
No mundo móvel, há dados relevantes na TIC Domicílios 2011. Na área rural, por exemplo, 45% dos entrevistados disseram não possuir um celular. Na área urbana, com maior oferta, esse índice cai para 20%. E apesar do incremento da oferta de dados, o TIC Domicílios 2011 mostra que o brasileiro ainda usa o celular para falar como principal atividade - 99% na área urbana e 98% na área rural.
Dos serviços de dados, o SMS aparece disparado na preferência de uso - 59% na área urbana e 40% na área rural. Em seguida aparece o uso de celular acessar músicas, excluindo toques musicais / tons telefônicos com 33% na área urbana e 18% na área rural. O estudo mostra que uso do celular para acessar à Internet ainda é baixo - 19% na área rural e 8% na área urbana. Os dados da TIC Domicílios 2011 foram obtidos a partir de entrevistas realizadas em 25 mil domicílios brasileiros, inclusive áreas rurais.
O peso dos tributos e dos recolhimentos a FUST, FISTEL e FUNTTEL – que sugaram R$ 59,2 bilhões de telecom no ano passado – foi queixa forte das empresas no Painel Telebrasil. “O mercado não resolve tudo e para isso os fundos foram criados”, disparou Antonio Carlos Valente. “Usamos desonerações”, rebateu o secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão.
Presidente da operadora defende a repetição do modelo no caso do leilão da faixa de 700 MHz. Sem acerto entre as partes, a Anatel determinou indenizações que somam R$ 314 milhões pela desocupação da frequência de 2,5 GHz. “
Apenas na Anatel, o número de queixas passou de uma média mensal de 518 mil no ano passado para 600 mil em 2013. Para enfrentar o problema, a superintendente de Relação com os Consumidores, Elisa Peixoto, sustenta uma mudança de tratamento: “A cultura ainda é discutir a estrutura de advogados para dar conta dos Procons”, avalia.
É o que indicam o Banco Central e o Ministério da Comunicações ao tratarem da Medida Provisória 615/2013, publicada nesta segunda-feira, 20/5, que dá poderes à autoridade monetária para regulamentar novos “arranjos de pagamento”. Regras deverão estar prontas até o fim do ano. Mas BC fez um alerta às teles: os sistemas terão de se falar e ser o mais aberto possível.