Massificar os certificados digitais entre empresas e ainda difundir seu uso entre as pessoas físicas não parece ser suficiente para a Serasa Experian. Indo além da certificação digital, a empresa está centrando seu foco em projetos de desenvolvimento de identidade digital.
A informação foi dada por Francisco Komatsu, especialista em certificação digital da Serasa, durante o Seminário sobre Segurança Digital, realizado pela Febraban nesta quarta-feira, 23, em São Paulo. De acordo com o executivo, nos últimos dois anos o uso da certificação digital começou a massificar-se e isso deve se ampliar nos próximos anos.
“Acredito que em três ou quatro anos todos deverão declarar Imposto de Renda com certificação digital. Hoje isso é obrigatório apenas para quem tem rendimentos acima de R$ 10 milhões”, afirmou. De todo modo, Komatsu lembrou que o mercado deve começar a se preparar para novas mudanças.
Um exemplo é o CTE (Conhecimento de Transporte Eletrônico), que começa a ser implantado este ano por transportadoras e empresas de logística, que devem concluir o processo até dezembro de 2013. “Nada mais é do que a nota fiscal eletrônica para transportadoras, mas vai exigir mudanças”, disse.
Especificamente para o setor bancário, o executivo lembrou que a partir de 30 de junho, muda o padrão de hardware da ICP-Brasil. “Os novos hardwares devem ser compatíveis com a Cadeia V2 e, mais que isso, deverão ser homologados. Os bancos devem estar atentos a isso”, disse.
Outro projeto, este ainda em desenvolvimento, é a criação do certificado de atributo digital. “A certificação digital identifica o usuário e o certificado de atributos vai qualifica-lo, definindo papeis, responsabilidades e processos”, revelou. De acordo com Komatsu, a certificação de atributos deverá auxiliar os bancos na criação de white lists a serem utilizadas no momento em que for necessário identificar a autenticidade dos clientes.