Home - Convergência Digital
RSS Assine gratuitamente as nossas newsletters Quem faz o Convergência Digital Fale conosco Anuncie aqui
Cloud Computing CD TV Carreira Blog Capital Digital



Home - Telecom

Luca Luciani deixa a presidência da TIM Brasil

:: Ana Paula Lobo*
:: Convergência Digital :: 05/05/2012

Depois dos rumores que movimentaram a semana - que o executivo estaria envolvido em fraudes na sua gestão à frente da Telecom Italia - o executivo foi, formalmente, desligado da operadora italiana ao renunciar aos cargos que ocupava. O novo presidente da TIM Brasil será Andrea Mangoni, CFO da Telecom Italia. Na gestão de Luciani, a TIM voltou a segunda posição do market share da telefonia móvel com uma forte estratégia voltada para as classes C,D e E.

No comunicado oficial ao mercado, divulgado neste sábado, 05/05, a Telecom Italia informa que Luca Luciani se desligou da empresa e renunciou ao cargo de CEO da TIM Brasil. O informe, breve, diz apenas que o "Conselho de Administração da TIM Brasil se reunirá em breve para empossar interinamente Andrea Mangoni, CFO da Telecom Italia, como Diretor Presidente". O informe não faz qualquer menção a possíveis fraudes ou gestão irregular.

A troca de comando chega num momento que a TIM Brasil estava fazendo um forte trabalho para se aproximar da líder do mercado nacional, a Vivo. Depois de uma estratégia voltada para as classes C, D e E - com campanhas baseadas em ampliar o consumo do cliente pré-pago - a TIM superou a Claro e retomou a segunda posição do ranking nacional, ficando com com 26,8% de participação de mercado em março, o que equivale a mais de 67 milhões de linhas, segundo dados da Anatel.

Os rumores sobre a demissão de Luca Luciani começaram a circular com mais força quando o jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, publicou na sua seção Radar Online, que a saída do executivo já tinha sido decidida pela Telecom Italia, após processo de investigação em Milão.

O processo não é novo e as investigações eram em torno de possíveis fraudes contábeis que envolveriam Luciani, o diretor da Telecom Italia, Ricardo Ruggiero, e ex-diretor da TIM na Itália, Massimo Castelli. No final de abril, o promotor de Milão, Alfredo Robledo, encerrou o período de investigações sobre as acusações de fraudes e estaria pronto para encaminhar o material para julgamento.

Segundo o divulgado pela imprensa italiana, os promotores concluíram que os três organizaram um truque de contabilidade técnica para aumentar o volume dos clientes quando no comando da TIM na Itália. Esse procedimento envolveria manter cartões SIM que já deveriam ter sido desativados e, dessa forma, aumentar sua participação de mercado.

Antes de deixar o comando da operadora, Luciani anunciou que a tele investiria R$ 3 bilhões este ano no Brasil, a maior parte em infraestrutura de rede para reforçar a oferta de serviços de dados. Também tinha confirmado a participação da TIM no leilão 4G, marcado para junho, apesar de sustentar as críticas ao processo - Luciani dizia que a venda do espectro estava acontecendo muito rapidamente e seria melhor esperar a consolidação da oferta 3G.

Luca Luciani assumiu o comando da TIM em janeiro de 2009. Quando chegou, deflagrou uma reestruturação da marca e montou a estratégia para conquistar os clientes das classes C, D e E. À frente da TIM conduziu o processo de aquisição de duas operadoras - Intelig, que deu capacidade de backbone e capilaridade nacional - e a AES Atimus, que a coloca como a empresa com maior capacidade de transmissão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para a oferta de banda larga ultrarrápida.

Ainda na sua gestão enfrentou rumores de uma possível associação com outra tele - no caso a Vodafone - ou mesmo de uma joint-venture com a GVT, operadora comprada pela francesa Vivendi. Luciani, como o ex-presidente da Vivo, Roberto Lima, endossou o discurso do compartilhamento de infraestrutura de rede como forma de minimizar custos e ampliar a oferta de serviços. Mas, na prática, há movimentos isolados, mas a regra não tem sido uma tendência efetiva no setor. Tanto que a própria TIM partiu para a construção de redes próprias - para substituir os gastos com aluguel de circuitos e melhorar a transmissão.

Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto
 


:: Leia também:

:: 26/03/2015 18:10
Brasil precisa produzir hardware e software em Telecom

:: 26/03/2015 14:11
STJ decide que Google só fornece IP se ofendido apresentar URLs

:: 26/03/2015 10:24
Lei das Antenas passa e prevê licenciamento automático após 60 dias

:: 26/03/2015 07:25
TV Digital: Teles e TVs comerciais pressionam por conversor mais barato

:: 25/03/2015 19:00
Amos Genish, da GVT, vai assumir o comando da Vivo/Telefônica no Brasil

:: 25/03/2015 17:40
Apenas 1,9% dos acessos fixos no Brasil têm velocidade acima de 10 Mbps

:: 25/03/2015 11:33
Aldo Rebelo, do MCTI, diz que TI não será excluída do ajuste fiscal

:: 24/03/2015 14:10
CADE diz que acordos entre teles e OTTs podem afetar competição

:: 24/03/2015 13:45
Para governo, Brasil não precisa de consolidação em telecom

:: 24/03/2015 10:25
TIC movimenta R$ 6 bi e SLTI recomenda dobrar o número de funcionários




Outras matérias desta seção:

ANTERIOR
Cobertura 3G: Oi e TIM devem municípios à Anatel

PRÓXIMA
4G impulsionará demanda de M2M na América Latina



Cobertura Especial Futurecom 2014
5G: tudo é uma questão de dinheiro e poder

Fornecedores venderam durante o Mobile World Congress a chegada do 5G em 2020, mesmo sem uma discussão efetiva de padronização. E a razão é simples: é preciso rever o modelo do ecossistema de infraestrutura de rede. Vender mais e com qualidade para sobreviver à mudança. Para as teles, o momento é de repensar estratégias. As OTTs incomodam e impõem mudanças.

Cobertura Especial World Mobile Congress 2015Veja mais da cobertura do World Mobile Congress 2015


Brasil precisa produzir hardware e software em Telecom

"Somos o 5º maior mercado consumidor do mundo de serviços de telecom, mas precisamos ir além", sustentou o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini. Um dos entraves para o Brasil crescer no setor é o sistema tributário. "Precisamos de um pacto para superar esse malfadado sistema de cobrança de ICMS, essencial para os Estados, mas desagregador na economia".


Lei das Antenas passa e prevê licenciamento automático após 60 dias

Aprovado pelo Senado, o projeto também resolve a adequação de milhares de torres e abre espaço para uma regulamentação específica para o que chama de “infraestrutura de telecomunicações de pequeno porte”, que não precisarão de licenças para serem instaladas.


Amos Genish, da GVT, vai assumir o comando da Vivo/Telefônica no Brasil

Antonio Carlos Valente vai para a presidência do Conselhor de Administração. O CEO, Paulo Cesar Teixeira, sai da empresa.

» Com condicionantes, CADE aprova compra da GVT pela Telefônica

CADE diz que acordos entre teles e OTTs podem afetar competição

“Em contratos como o acesso via telefone celular a aplicativos, dependendo do tipo de aprisionamento, das cláusulas de competitividade, se restringir o acesso a uma OTT dominante por outra operadora pode ser problema”, diz o presidente do órgão antitruste, Vinícius de Carvalho.




Cartão BNDES abre espaço para apps

Licenciamento de software entra no portfólio do programa, voltado para as PMEs.

» Investimentos em 4G vão superar os US$ 193 bilhões na América Latina


Automação inteligente - reduzindo a complexidade e os custos da rede
:: Por Nelson Wang*

Cobertura em vídeo do Convergência Digital

Veja as coberturas especiais do Convergência Digital



Veja edição 11 da Revista Abranet - Assossiação Brasileira de Internet REVISTA ABRANET . 11

Na discussão sobre o que vai prevalecer — fibra óptica ou rádio — na construção das infraestruturas, vence quem souber explorar o que cada tecnologia tem de melhor a oferecer.

Veja também: Cidades Digitais: Governo convoca provedores; A transição da IANA foi destaque no ICANN#51; Billing das coisas: quando cobrar certo será o diferencial; e muito mais.

Clique aqui para ver outras edições

VII Seminário TelComp 2014 - Cobertura especial do Convergência Digital
Banco Mundial: Empresas brasileiras estão atrasadas no uso das TICs

Instituição está fazendo um estudo global para avaliar o impacto da economia digital, que será conhecido no 2º semestre de 2015. Mas já dados coletados. Entre eles, um significativo: As mulheres são as grandes beneficiadas pelo maior uso das TICs
CDTV Banda larga: Teles erram e Anatel fala em controle de danos
CDTV TelComp: Precisamos criar uma nova GVT no Brasil
Clique aqui e veja a cobertura completa do evento




Convergência Digital no Facebook Convergência Digital no Twitter RSS do Convergência Digital Newsletters do Convergência Digital
Copyright © 2005-2015 Convergência Digital
Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.
Este Sítio Web é acessível via IPv6!