Se a TI nacional contabiliza sucessos reconhecidos – da automação bancária às urnas eletrônicas – o modelo de compras governamentais, e seu papel indutor de desenvolvimento, ainda sofre de flagrantes inconsistência, menos das regras do que de sua efetiva implementação.
A leitura é do Tribunal de Contas da União, que tem como uma de suas funções o acompanhamento da aplicação nos princípios da IN 4 na administração federal – ou seja, a qualidade na gestão dos contratos de serviços de tecnologia da informação.
“Permanecemos em índices insatisfatórios de eficiência dos serviços públicos. O que vemos é mau uso, desperdício. A discussão tem que ir para o andar de cima”, sustenta o auditor federal Claudio Cruz, da secretaria de fiscalização de TI do TCU.
De forma geral, o princípio de que toda instituição pública precisa ter elevada capacidade de governança de TI, ou seja, “domínio completo da capacidade de obter resultados, pelo instrumento que for, privado, público ou misto”, ainda deixa a desejar. E mais: os órgãos que dependem dos fornecedores estatais são os menos preparados.
“O TCU faz levantamento de governança e o resultado que obtivemos em 2010 é estarrecedor – estamos começando um novo. E o segmento de Estado que menor maturidade tem coincide com aqueles que mais utilizam serviços das empresas estatais”, alerta Cruz.
O auditor argumenta que as falhas na atuação do Estado prejudicam os preceitos constitucionais pró-desenvolvimento e de não exercício em funções de mercado. E, nesse ponto, o principal vilão seria a conjunção dos contingenciamentos orçamentários e dos adiamentos dos pagamentos.
Segundo Cláudio Cruz, “em 100% das discussões, nunca se toca nos problemas mais importantes nessa questão: o contingenciamento orçamentário e os restos a pagar. “É importante discutir como é que nós destravamos esse mecanismo, porque estamos falando de muito dinheiro que não está chegando”, diz o auditor da Sefti.
“O dinheiro está posto nas mãos do governo para ser gasto em benefício da sociedade. Grosso modo, pouco importa quem vai prestar o serviço, contanto que ele chegue efetivamente. Contudo, entra ano e sai ano, parte do dinheiro vai parar em restos a pagar. E hoje temos um recorde absoluto disso, algo que não gerou benefício nem via governo, nem via iniciativa privada”, afirma.
Para Cruz, os problemas estão diretamente ligados à falta de maturidade e a persistência da visão de que “TI é dor de cabeça”. “A TI produz resultado bom somente quando é efetivamente governada, e os números do TCU mostram que isso é baixíssimo, por falta de maturidade dos processos da alta administração”, completa.
O Serpro quer concluir até agosto o projeto de implantação da computação na nuvem, revela o presidente da estatal, Marcos Mazoni. Até lá, informa, a regional do Paraná - que gerencia o projeto - vai finalizar o desenvolvimento, na plataforma "openstack", da solução definitiva de processamento em nuvem, migrando os atuais ambientes que dispõe, inclusive proprietários, para uma exclusiva em código aberto.
Regra que favorece fabricação e desenvolvimento nacional para equipamentos de informática nas compras públicas está em elaboração. Mas parte do governo – Ministério do Planejamento e Receita Federal – sustenta que os micros já são fartamente beneficiados com as desonerações de PIS e Cofins.
Ministério das Comunicações vai selecionar 10 entidades, de direito público ou privado, para o desenvolvimento de aplicações interativas usando o Ginga, plataforma de interatividade do SBTVD. Ideia é formar mão de obra qualificada na produção de conteúdo digital. Prazo para a entrega das propostas vai até o dia 17 de junho. Portal Convergência Digital publica a íntegra do edital.
Governo vai liberar o simulcast - ida direta do analógico para o digital - por meio de Decreto. Medida tem como alvo principalmente cidades como São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, onde já não há radiofrequência disponível para que todas as emissoras façam a transmissão nos dois sistemas, analógico e digital.