Há um longo caminho para a generalizada implantação do novo modelo de contratações de TI no governo federal, como vem demonstrando o Tribunal de Contas da União sobre a adoção dos preceitos da Instrução Normativa nº 4, editada pela SLTI.
Segundo o TCU, além do descompasso entre os diferentes órgãos da administração pública na criação de estruturas capazes de acompanhar os contratos, a gestão da tecnologia da informação ainda não foi devidamente incorporada pelo alto escalão.
A resistência do setor privado a esse modelo, no entanto, desvanece. “Confesso que eu mesmo recuei no início, achando que ia travar, mas o mercado já percebeu que a IN 4 é um instrumento poderoso e benéfico para as contratações de TI”, afirma o vice-presidente da Assespro, Jeovani Salomão.
“A maioria das contratações fracassadas, em que a empresa privada não consegue cumprir o contratado, se deve a dois motivos principais: o governo não deu a devida atenção à qualidade da contratação, ou a empresa que ganha é qualificada, mas teve que baixar o preço, induzida por aventureiros”, avalia.
Ele festeja modificações no sistema eletrônico de compras – como o combate ao uso de robôs para fazer lances, ou os ajustes no encerramento aleatório – mas ressalta que nenhuma das soluções ataca de frente o problema do “coelho” – o uso de empresas para fazerem lances baixos, mas que depois são desqualificadas.
“É comum termos cinco, seis, 10 empresas desqualificadas em um pregão e nada acontece com elas. Pregão é sucesso, as evoluções recentes são ótimas, mas precisa evoluir. Isso está gerando problemas de contratações fracassadas e precisa ser tratado com muita severidade para punir essas empresas que estão entrando só para baixar preço, de forma irresponsável”, reclama Salomão.
Para combater o que chama de “preços incompatíveis e atestados de capacidade técnica totalmente discrepantes com o objeto licitado”, o vice-presidente da Assespro defende mudanças no sistema de qualificação, a ser analisada previamente em alguns casos – vale ressaltar que a qualificação técnica posterior é justamente um dos mecanismos que dá maior agilidade ao pregão eletrônico.
“Temos que padronizar o entendimento de que o melhor não é necessariamente o mais barato e sim o mais barato dentre aqueles que possuem um padrão de qualidade adequado para cumprir o contrato”, completa Salomão.
O Serpro quer concluir até agosto o projeto de implantação da computação na nuvem, revela o presidente da estatal, Marcos Mazoni. Até lá, informa, a regional do Paraná - que gerencia o projeto - vai finalizar o desenvolvimento, na plataforma "openstack", da solução definitiva de processamento em nuvem, migrando os atuais ambientes que dispõe, inclusive proprietários, para uma exclusiva em código aberto.
Regra que favorece fabricação e desenvolvimento nacional para equipamentos de informática nas compras públicas está em elaboração. Mas parte do governo – Ministério do Planejamento e Receita Federal – sustenta que os micros já são fartamente beneficiados com as desonerações de PIS e Cofins.
Ministério das Comunicações vai selecionar 10 entidades, de direito público ou privado, para o desenvolvimento de aplicações interativas usando o Ginga, plataforma de interatividade do SBTVD. Ideia é formar mão de obra qualificada na produção de conteúdo digital. Prazo para a entrega das propostas vai até o dia 17 de junho. Portal Convergência Digital publica a íntegra do edital.
Governo vai liberar o simulcast - ida direta do analógico para o digital - por meio de Decreto. Medida tem como alvo principalmente cidades como São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, onde já não há radiofrequência disponível para que todas as emissoras façam a transmissão nos dois sistemas, analógico e digital.