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Governo: Estado não pode ser a única oportunidade de negócios

:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 07/05/2012

Ainda que aceite as críticas sobre as “zonas cinzentas” de serviços não estratégicos prestados por estatais, o governo ressalta que, no conjunto das contratações, o campo do setor privado é amplo. “As etapas terceirizáveis são gigantescas, até cinco vezes maiores que o eixo das estatais”, afirma o secretário de logística e TI, Delfino Natal de Souza.

“Há um crescimento do mercado”, sustenta o secretário. “No caso das micro e pequenas empresas, por exemplo, ele é bastante significativo. Em 2006, quando a Lei [123/2006, Lei Geral das MPEs] foi decretada, saímos de R$ 200 milhões para uma participação crescente batendo mais de R$ 900 milhões em 2011.”

“Aquele nicho estratégico de gestão para o Estado brasileiro – custódia, guarda de grandes bases de dados – não significa perda de competitividade e nem estamos falando de valores tão significativos. O mercado fica preservado, porque a maior parte das contratações, especialmente de serviços, não está no eixo das estatais”, completa Souza.

“Temos demanda suficiente dentro do governo para fazer contratações e ainda assim continuar trabalhando a pleno. Se tivermos melhores mecanismos que preservem as funções do Estado, e garantirmos a continuidade até o fim, vai ter muito espaço para a iniciativa privada”, acredita o presidente do Serpro, Marcos Mazoni.

Para ele, “tem espaço, mas precisamos de mecanismos que venham a garantir que o dinheiro seja bem investido”. E ainda que a prestação de serviços para o governo seja um mercado importante, o presidente do Serpro aproveita para cutucar as empresas de TI: “Não se pode enxergar o Estado brasileiro como a única oportunidade de negócios”.

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