O Acordo Comercial Anticontrafação (Acta), tratado internacional antipirataria negociado pela União Europeia e outros 10 países, poderia violar a lei que se refere às liberdades fundamentais dos internautas, segundo um comunicado do supervisor de Proteção de Dados europeu, Giovanni Buttarelli.
Segundo ele, o texto atual abre uma porta a uma interpretação fragmentada em cada país, o que poderia levar a um "controle massivo dos usuários de internet", incluindo cidadãos inocentes. O escritório de Supervisão de Dados apresentou um estudo à Comissão de Liberdades Civis do Parlamento Europeu sobre o projeto, que deve ser votado em maio.
O estudo afirma que o texto poderia levar à infração de várias leis da União Europeia que regulamentam as liberdades civis, e destaca que o Acta "não inclui garantias suficientes" para assegurar direitos fundamentais, como o da presunção de inocência. O estudo diz que a lei viola a privacidade dos usuários, que poderiam ter seus dados controlados e armazenados.
Desde que as conversas sobre o Acta começaram em Genebra, em junho de 2008, tem havido muita resistência ao projeto em algumas frentes, como dos setores de internet e de saúde, que dizem que seus rígidos controles de direitos autorais excluiriam pessoas da internet e evitariam que os países em desenvolvimento tivessem acesso a remédios. O acordo pede que provedores de internet cooperem com autoridades nacionais no combate à pirataria online, encerrando acesso à web de usuários que fizerem downloads ilegais de músicas ou filmes.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.