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Instituto Eldorado usa robôs para testar celulares no Brasil

:: Da redação
:: Convergência Digital :: 26/04/2012

O Instituto de Pesquisas Eldorado (www.eldorado.org.br) investiu R$ 4 milhões para se tornar um centro de consolida como um centro de testes para homologação de celulares. No aporte está incluída a compra e instalação de um sistema de medição, composto de dois robôs que avaliam a influência no cérebro humano quando exposto à radiação emitida pelos aparelhos celulares. Este teste é conhecido pela sigla SAR - Specific Absorption Rate, que é a taxa de absorção de energia por tecidos do corpo, em watt por quilograma (W/kg), e é específico para fonte de energia eletromagnética.

“O teste verifica quanto o aparelho está transmitindo de ondas eletromagnéticas e quanto o cérebro absorve dessa radiação. Este teste requer um alto nível de precisão, que não seria alcançado se fosse realizado manualmente. Por essa razão utilizamos robôs, que através de um líquido específico, simula as características e a densidade físico-química da cabeça humana”, explica Joaquim Carlos, gerente do Laboratório de Engenharia de Testes do Eldorado.

O tema vem ganhando destaque no mundo todo desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu, no ano passado, o telefone celular como potencial causador de câncer no cérebro, mas esclarecendo que ainda não há estudos conclusivos que indiquem esta conexão. Mesmo assim, o órgão recomenda que os consumidores devam ser alertados sobre os riscos.

O teste de absorção de radiação faz parte de um enorme escopo de verificações técnicas para homologação de produtos realizado pelo Instituto Eldorado, que é Acreditado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e que atua fortemente em homologação na área de telecomunicações.

O escopo de atuação abrange vários segmentos, como telecomunicações, bens de informática e aparelhos eletrodomésticos, realizando ensaios em áreas como acústica, segurança, radiofrequência, eficiência energética e compatibilidade eletromagnética.

“Nossos trabalhos se concentram nas áreas de telecomunicações, principalmente celulares, no qual realizamos 100% dos testes exigidos para homologação, incluindo os testes na bateria do produto. Atuamos também em outras áreas, como por exemplo, o programa Selo-Ruído controlado pelo Ibama e Inmetro”, afirma o gerente Joaquim Carlos.

Ele explica que, antes de lançar um produto, o fabricante deve submetê-lo a testes de conformidade. O fabricante contata um Organismo de Certificação Designado (OCD), que é uma instituição técnica legalmente constituída que, por delegação da Anatel, no caso de produto de telecomunicação, conduz os processos de avaliação da conformidade antes de os produtos serem lançados no mercado.

“Em média realizamos 2,5 mil testes de homologação por mês, entretanto temos capacidade para realizar mais de 4 mil”, salienta o gerente. “Como produto final de nosso trabalho, emitimos um relatório técnico, com detalhamento ponto a ponto, dos resultados obtidos, para análise do OCD. Isto requer dos profissionais do Eldorado um conhecimento técnico profundo, mantendo a capacitação atualizada e consistente com as novas tecnologias de mercado”, diz Joaquim Carlos.

O Instituto Eldorado também é credenciado pela ABECS – Associação das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços para realizar testes de homologação de PIN Pads e POS, equipamentos usados em bancos e no varejo para a leitura de cartões de crédito e débito.

“Neste caso, não há uma regulamentação do governo, a homologação é realizada conforme critérios determinados entre ABECS, fabricantes de terminais de pagamento e bancos. Baseado em normas internacionais, nós desenvolvemos os nossos procedimentos de testes de vulnerabilidade em produtos”, comenta Joaquim Carlos.

O Instituto Eldorado ainda é responsável pela realização de testes de equipamentos de rastreamento e localização veicular, conforme as normas determinadas pelo DENATRAN. “O objetivo do trabalho é verificar e validar se as funcionalidades do produto estão em conformidade com os requisitos e normas exigidos”, afirma Joaquim Carlos. Objtivo, agora, com o novo aporte é de se tornar uma referência na área na América Latina.

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