“Virtualização é passado. O desafio para os próximos anos é o cloud computing”. Dessa forma Luiz Antonio Rodrigues, diretor de tecnologia da Febraban resumiu o modo como as instituições financeiras estão encarando a computação em nuvem: é uma oportunidade, mas por enquanto um desafio.
Sobre a virtualização, o executivo lembrou que ela já está presentam em 80% a 90% dos bancos, e sobre ela não há mais o que discutir. Já em relação à nuvem, os bancos têm se concentrado principalmente em torno de questões como gerenciamento, controle e risco. “Temos visto projetos de nuvens privadas, mas o grande desafio serão as nuvens públicas e as questões regulatórias”, disse.
As mudanças pelas quais os bancos terão que passar envolvem não apenas questões regulatórias, mas também profissionais. Para Rodrigues, este novo ambiente que começa a se formar agora vai exigir também uma mudança no perfil dos CIOs. “Nos últimos anos estes executivos tinham que estar muito próximos do negócio, agora terão que aumentar seu papel no gerenciamento de terceiros”, diz.
Mais que isso, as mudanças no nível de exigência dos clientes, cada vez maior, vai demandar que este profissional entenda cada vez mais as necessidades dos clientes na ponta. Para Rodrigues, os consumidores de serviços bancários mudaram muito nos últimos 20 anos e, na mesma medida, seu envolvimento com a tecnologia, com a popularização cada vez maior de equipamentos como tablets e smartphones. “O foco agora está na conveniência e comodidade do cliente”, afirma Rodrigues.