O diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Eric Camarano, diz que o país, para aumentar a sua competitividade, precisa encarar o desafio de aprimorar a educação, aperfeiçoar a gestão de processos, apostar na inovação e superar os entraves na infraestrutura. Na área de TI, admite Camarano, os desafios são ainda maiores.
Em entrevista ao Convergência Digital, Camarano revela que, hoje, o Brasil gasta mais em capacitação profissional que os seus concorrentes diretos como a China. Mas diz que o x da questão está na educação básica. "Temos problemas para superar e é no início da formação", salienta.
As ações governamentais - como as medidas do Plano Brasil Maior e o programa Ciências Sem Fronteiras - são saudadas como medidas efetivas em nome da competitividade, mas o MBC sustenta que o país precisa, sim, reduzir sua carga tributária.
"Nos países de primeiro mundo ela fica em torno de 25% do PIB.Aqui, está em 35% ou mais. Isso tira recursos para Pesquisa e Desenvolvimento", adverte. E Inovação é um ponto-chave. Camarano admite que, hoje, há uma fraca articulação ainda entre Academia, setor privado e governo. "Precisamos fazer mais para esse pilar funcionar".
Na busca pela competitividade, diz ainda Camarano, o redesenho e a melhor gestão de processos incrementam à gestão pública e favorecem a oferta de serviços mais eficientes e ágeis aos brasileiros. Hoje, 11 prefeituras, com o apoio do MBC, já trabalham com ferramentas de TICs.
E o Poder Judiciário também endossa a iniciativa. O Tribunal de Justiça de São Paulo é um exemplo, observa ainda o diretor do Movimento Brasil Competitivo. Acompanhe a entrevista exclusiva de Eric Camarano à CDTV, do Convergência Digital.
Ministro Marco Antonio Raupp negou declaração de deputado tucano de que só 15% dos recursos para investimentos no MCTI, em 2012, foram efetivamente gastos. Segundo Raupp, a lei orçamentária já autorizou a execução, em 2013, de R$ 12,7 bilhões.
Prazo para submissão dos projetos vale tanto para as empresas iniciantes nacionais e estrangeiras – ao todo haverá R$ 16 milhões em recursos públicos, sendo R$ 8 milhões este ano e R$ 8 milhões em 2014. Do total, R$ 2 milhões para startups de fora do país.
Para o Sinditelebrasil, entidade que representa as teles, a exigência de 3% da receita líquida para dar direito de preferencia em licitações e outorgas é "muito elevado".
Tradicionalmente pouco atendidas pelo mercado financeiro tradicional, as empresas nacionais de TI só teriam a ganhar com o suporte do mercado de capitais.