O presidente da Oi, Francisco Valim, durante o Investor Day, realizado nesta terça-feira 17/04, no Rio de Janeiro, sustentou que a concessionária foi à justiça para solicitar o reajuste do VC - tarifas de público, que segundo a tele, deveria ter sido concedido em fevereiro do ano passado. "Garanto que não temos absolutamente nada contra a redução do VU-M proposto pela Anatel. O que queremos é o nosso reajuste do VC de 2,7%. Anatel reconhece 1,67%. É por isso que fomos à justiça", afirmou.
Na semana passada, a Anatel, por meio da AGU, conseguiu suspender a liminar concedida à Oi pelo 2º Tribunal Federal, que autorizava a concessionária a aplicar o reajuste solicitado. Indagado se continuaria a disputa na Justiça, Valim disse que o reajuste do VC é um direito da concessionária, mas não quis comentar quais seriam os próximos passos nesse embate.
O presidente da Oi, no entanto, ao ser indagado sobre o 'clima ruim' com a Anatel e o Minicom - o ministro Paulo Bernardo reagiu de forma bastante dura à decisão da tele ir aos tribunais - sustentou que não tem absolutamente nada contra a decisão da agência reguladora de baixar as tarifas de interconexão fixo/móvel nos próximos quatro anos. "Não sei de onde veio isso. Há um grande mal-entendido. Queremos o que temos direito que é o reajuste anual. Não questionamos a VU-M", finalizou.
Teles admitem que erram na comunicação com os consumidores
Operadoras móveis rejeitam o rótulo de 'vilãs', mas assumem que há um erro de comunicação com os seus clientes, principalmente, nas questões que envolvem a qualidade do serviço. O tema teles x consumidores foi debatido na Telebrasil 2013.
O peso dos tributos e dos recolhimentos a FUST, FISTEL e FUNTTEL – que sugaram R$ 59,2 bilhões de telecom no ano passado – foi queixa forte das empresas no Painel Telebrasil. “O mercado não resolve tudo e para isso os fundos foram criados”, disparou Antonio Carlos Valente. “Usamos desonerações”, rebateu o secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão.
Presidente da operadora defende a repetição do modelo no caso do leilão da faixa de 700 MHz. Sem acerto entre as partes, a Anatel determinou indenizações que somam R$ 314 milhões pela desocupação da frequência de 2,5 GHz. “
Apenas na Anatel, o número de queixas passou de uma média mensal de 518 mil no ano passado para 600 mil em 2013. Para enfrentar o problema, a superintendente de Relação com os Consumidores, Elisa Peixoto, sustenta uma mudança de tratamento: “A cultura ainda é discutir a estrutura de advogados para dar conta dos Procons”, avalia.
É o que indicam o Banco Central e o Ministério da Comunicações ao tratarem da Medida Provisória 615/2013, publicada nesta segunda-feira, 20/5, que dá poderes à autoridade monetária para regulamentar novos “arranjos de pagamento”. Regras deverão estar prontas até o fim do ano. Mas BC fez um alerta às teles: os sistemas terão de se falar e ser o mais aberto possível.
Em artigo exclusivo para o Convergência Digital, o especialista Eduardo Prado observa que neste jogo bilionário dos aplicativos, o Google 'come poeira' da Apple. E o Brasil começa a querer um lugar especial nesta festa dos conteúdos digitais.