Cloud ComputingConvergência Digital
Bancos brasileiros estão perdendo o 'bonde' da nuvem

Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing
:: Fabio Barros :: 18/04/2012

“Os bancos estão perdendo o bonde do cloud computing”. Foi assim que Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisas do Gartner, resumiu a posição das instituições financeiras brasileiras em relação à computação em nuvem. Para o analista, o uso da nuvem é inevitável e os bancos precisam encarar este desafio.

Na verdade, não apenas esse. Nesta terça-feira, 17/04, durante o Ciab Day, realizado em São Paulo, Dreyfuss falou sobre as novas tecnologias emergentes no mercado e seu impacto no setor financeiro brasileiro. De acordo com ele, estas tendências estão hoje concentradas em quatro grandes grupos: ferramentas sociais, mobilidade, informação e, claro, cloud computing.

Cada uma delas terá um impacto específico, e vai exigir ações específicas por parte dos bancos brasileiros. No caso das redes sociais, Dreyfuss lembrou que elas ainda são pouco usadas no ambiente corporativo, mas isso deve mudar. “Estas ferramentas vão começar a entender o contexto em que o usuário está inserido. Os bancos terão que imaginar meios para criar novas abordagens para chegar até o cliente, e isso vai significar abrir as empresas para ambientes externos”, disse.

Na área de mobilidade, a previsão do Gartner é que o setor evolua e se consolide em três ou quatro plataformas. Com a queda nos preços de smartphones e tablets, a penetração das classes mais baixas será massiva. “Isso vai causar uma revolução no acesso aos serviços bancários, o que vai obrigar as organizações de TI a redesenhar seus processos de negócios, agora pensando nas características dos equipamentos móveis”.

A mesma agilidade será exigida no trato das informações, que passarão a ser analisadas dentro dos aplicativos e terão origem em fontes não estruturadas. Para Dreyfuss, o mercado financeiro precisará deixar de lado as soluções tradicionais de análise e evoluir para aplicações mais sofisticadas, o que vai exigir mais recursos computacionais.

Por fim a nuvem. “Ela faz tanto sentido para os negócios, que será inevitável. A nuvem como plataforma de entrega vai mudar o modo como as empresas compram tecnologia”, disse Dreyfuss. E principalmente as pequenas e médias empresas e, por que não, clientes dos bancos.

O analista lembrou que a associação da IBM com empresas como a Sonda e a Totvs para projetos em nuvem não se deu por acaso. Ao contrário, tem foco claro no mercado das pequenas e médias. “Todos os bancos têm plataformas de serviços ao cliente. Por que elas não podem estar na nuvem? É hora de pensar nisso porque, do ponto de vista de TI, o cloud acontecerá em todos os níveis”, disse.

Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto
 

 Matérias relacionadas com o assunto Cloud Computing  

:: 27/08/2014 19:00
Dias contados para a nuvem pública no Brasil?

:: 15/08/2014 13:54
Apple contrata China Telecom para guardar dados

:: 13/08/2014 17:13
Aplicativo usa nuvem para gestão de histórico médico

:: 11/08/2014 10:22
Nuvem substitui tradicionais tokens

:: 04/08/2014 10:44
Guarda de dados: Maioria dos paulistanos não confia nos provedores

:: 31/07/2014 09:45
Uso da nuvem agiliza obra do BRT em Brasília

:: 28/05/2014 10:13
Globalweb investe em centros de treinamento

:: 21/05/2014 10:30
Armazenamento é a aplicação mais procurada na nuvem brasileira

:: 12/05/2014 10:03
Big data dá fôlego ao IaaS

:: 28/10/2013 11:43
Para EMC, computação em nuvem revigora o papel da TI

Soluções de TI Simples
Uma tentativa de fraude a cada 14,8 segundos no Brasil

Mês de julho marcou um crescimento de 19,9% em relação a junho. Roubo de dados pessoais é o alvo dos fraudadores.

» Nuvem e redes sociais exigem mais orçamento para Segurança da Informação
» Ações humanas respondem por mais de 95% dos incidentes de segurança

Opinião
Como será a rede SDN na América Latina?
:: Por Hector Silva*

VídeosMais vídeos



Destaques

Marco Civil: Saúde decide que o dado pertence ao cidadão

"O dado não é do médico. O dado não é do hospital. O dado é do cidadão. Isso pode parecer trivial, mas não era assim", frisou o diretor de Tecnologia do Datasus, Augusto Gadelha. Segundo ele, o Registro Único de Saúde só avançará se a privacidade do cidadão for respeitada.


Com big data, Governo deve cruzar dados com redes sociais

A afirmação é do diretor de Operações do Serpro, Wilton Motta. Segundo ele, a riqueza de informações das redes sociais permite, por exemplo, aperfeiçoar uma política nacional de segurança.


'Donos' dos dados travam estratégia do governo para big data

"O dado não é do ministério. É do Estado", diz o diretor de operações do Serpro, Wilton Motta.


Brasil: só 8% das empresas assumem usar cloud

Pesquisa mostra também que o bom e velho telefone supera as redes sociais no relacionamento cliente/fornecedor.


Copyright © 2014 Convergência Digital            Todos os direitos reservados.            É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.