O Ministério das Comunicações sinalizou nesta terça-feira, 17/4, que a oferta de serviços de acesso à Internet nas áreas rurais do país poderá contar com financiamentos ligados à produção agrícola, via Banco do Brasil, inclusive aqueles voltados à agricultura familiar.
“Tanto o Banco do Brasil como o Ministério da Agricultura topam investir. Os recursos podem estar previstos já nos financiamentos agrícolas”, afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Segundo ele, parte dos financiamentos agrícolas, assim, poderiam ser destinados, por exemplo, à compra de equipamentos pelos usuários. “Isso pode valer inclusive para os financiamentos do Pronaf”, explicou.
Bernardo acredita que haverá interesse específico para a oferta de serviços na área rural – ou seja, disputa pela faixa de 450 MHz – independentemente da briga pela faixa de 2,5 GHz – no leilão previsto para junho.
“Vai ter concorrência. Mais de uma empresa sinalizou que vai competir no 450 MHz. No caso da Net1 [que usa 450 MHz na Suécia], a empresa tem interesse só no 450 MHz. Então, se ela entrar, vai ser só para disputar essa faixa”, disse Bernardo.
Principal programadora de TV paga do país, empresa tem aplicativos que permitem assistir conteúdos de sete canais “on demand” – mas apenas para quem contratou pacotes das operadoras tradicionais.
O Ministério das Comunicações sinaliza com financiamentos, mas as operadoras preferem acessar os fundos setoriais. O objetivo é encontrar soluções para atender cerca de 10 mil distritos do interior do país que até hoje não contam sequer com serviços de voz.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.