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Para Anatel, bandas nacionais atiçam cobiça das teles móveis

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:: Luís Osvaldo Grossmann
A Anatel acredita em disputas acirradas nas principais ofertas do leilão da faixa de 450 MHz/2,5 GHz, relativas aos melhores blocos de frequência para os serviços de acesso à Internet. É o que aposta a equipe que desenhou o edital.

Tratam-se, especialmente, das quatro bandas FDD – duas de 20+20 MHz (W e X) e duas de 10+10 MHz (V1 e V2) – além da banda TDD de 35 MHz (U), todas com abrangência nacional e direitos de uso por 30 anos.

Essas combinações de letras e números representam o tamanho dos nacos da faixa de 2,5 GHz ou, em último caso, a capacidade de oferta dos serviços de banda larga móvel com uso dessa frequência.

“O 4G tem uma extrema atratividade, até porque a faixa de 2,5 GHz é a última disponível para serviços móveis”, afirmou o presidente da Anatel, João Rezende, lembrando que há ainda a briga pelo uso do 700MHz, que ainda será definido pelo governo. Para Rezende, apesar dos protestos,dificilmente as operadoras deixarão de participar da disputa.

O edital foi desenhado de forma a atiçar a cobiça, primeiro, pelas duas bandas nacionais de 20+20 MHz, visto que as duas empresas que comprarem essas faixas poderão ter grandes operações de 4G em todo o país.

A distribuição do espectro permite outras duas operações nacionais em FDD – o que, para simplificar, significa banda larga e serviço móvel pessoal de voz – nas bandas de 10+10 MHz.

Mas como a agência permitirá que uma mesma operadora compre tanto a banda V1 como a V2, a expectativa é de que haja forte disputa por ambas entre aquelas empresas que não ficarem com as fatias de 20+20 MHz.

A divisão entre as diferentes tecnologias de modulação, por frequência e por tempo (daí FDD e TDD), é também uma (tênue) fronteira entre modelos de negócios.

A seguir-se essa lógica, a competição pelas quatro bandas nacionais de FDD se dará entre as principais operadoras móveis atuantes no país. Enquanto a banda U, de 35 MHz em TDD, verá disputa entre empresas com operações de MMDS.

Nesse caso, especula-se o interesse Sunrise Telecomunicações (SuperTV), que teria sido alvo de investimentos de US$ 180 milhões pelo grupo dos magnatas mundiais de tecnologia Zaki Rakib e Judy Mozes e do bilionário George Soros.

Uma potencial adversaria é a Sky, que já opera na faixa de 2,5 GHz e inclusive oferece 4G em Brasília. A Anatel acredita no interesse de a empresa substituir as licenças regionalizadas que possui nessa faixa pela banda U, nacional.

Essa expectativa se sustenta nas modificações feitas na proposta original de edital, muito próximas do que a própria Sky pediu durante a consulta pública – prazo para renúncias às licenças atuais como forma de permitir uma reorganização do modelo de negócios. A Anatel dará 18 meses para isso.
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