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Brasscom: Definição de software nacional pode prejudicar exportações

:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 11/04/2012
Para o representante da Brasscom, Edmundo Machado, é preciso cautela nas discussões sobre uma definição do que é software nacional - a ser objeto das políticas públicas e incentivos.

Machado, que também participou da audiência pública sobre software, realizada nesta quarta-feira, 11/04, no Senado, lembra que a produção de software é uma atividade complexa que exige capital intensivo. “Vencem as plataformas globais”, afirmou.

“Criar uma definição de software nacional pode criar contrapartidas, por exemplo, quando a TOTVS for vender no México pode sofrer o mesmo tipo de restrições”, sustentou, citando além desta empresa outros “campeões” que vendem no mercado externo.

Fenainfo: Patente nacional é crucial

Por sua vez, a Fenainfo advertiu que as empresas internacionais de TI são grandes beneficiárias das políticas públicas brasileiras de incentivo ao setor. "Empresas estrangeiras se aproveitam das condições e garantem até recursos da Finep”, sustentou o prsidente da entidade, Márcio Girão.

Apesar de atrair empresas para o país, Girão lembra que há um ponto fraco nessa política: os ganhos pela “inteligência” no desenvolvimento vão para os países de origem das múltis. “Todas as patentes das empresas estrangeiras são registradas fora do país”, reclamou.

Segundo ele, há espaço para que seja privilegiada a tecnologia nacional, inclusive com ganhos de escala. “Nosso mercado interno é equivalente ao mercado externo indiano”, destacou.

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