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Softex: Brasil ainda precisa dizer em que é bom

:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 11/04/2012
Para o presidente da Softex - Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro, Rubén Delgado, no ambiente de forte competição no setor, com diversos países procurando mais espaço, o Brasil ainda não se decidiu por um norte, ou como quer se ver reconhecido no exterior.

Ao participar de audiência no Senado, realizada nesta quarta-feira, 11/04, onde começou-se a discutir um marco legal para o software no país, Delgado lembrou que alguns concorrentes já fizeram isso, como a Índia, que marca espaço em outsourcing, ou Israel, na produção de programas.

“O Brasil ainda precisa se posicionar mais, tem que dizer exatamente em que é bom”, insistiu. Delgado disse, ainda, que enquanto o Brasil aparece como um dos maiores mercados mundiais de Tecnologia da Informação, é apenas o 44º em inovação.

Assespro: Estado concorre com a iniciativa privada

Ainda na audiência pública, o vice-presidente de articulação política da Assespro, Jeovani Salomão, afirmou que “software é um bom negócio”, lembrando os gigantes internacionais que ganham bilhões no setor - Google, Microsoft, etc. Mas lamentou a “concorrência” que a iniciativa privada sofre do próprio Estado.

“Precisamos usar o poder de compra do governo para fortalecer o software produzido no Brasil. Temos empresas que exportam mas não conseguem vender ao governo. E temos concorrência com o próprio Estado”, afirmou.

Além do desenvolvimento em estatais - Serpro, por exemplo - desenvolvedores de programas reclamam até do Portal do Software Público, onde diversos programas de governo eletrônico são disponibilizados gratuitamente. Além das iniciativas em defesa do software livre. “Uma indústria de software poderosa não será com software livre”, completou.

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