Para o presidente da Softex - Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro, Rubén Delgado, no ambiente de forte competição no setor, com diversos países procurando mais espaço, o Brasil ainda não se decidiu por um norte, ou como quer se ver reconhecido no exterior.
Ao participar de audiência no Senado, realizada nesta quarta-feira, 11/04, onde começou-se a discutir um marco legal para o software no país, Delgado lembrou que alguns concorrentes já fizeram isso, como a Índia, que marca espaço em outsourcing, ou Israel, na produção de programas.
“O Brasil ainda precisa se posicionar mais, tem que dizer exatamente em que é bom”, insistiu. Delgado disse, ainda, que enquanto o Brasil aparece como um dos maiores mercados mundiais de Tecnologia da Informação, é apenas o 44º em inovação.
Assespro: Estado concorre com a iniciativa privada
Ainda na audiência pública, o vice-presidente de articulação política da Assespro, Jeovani Salomão, afirmou que “software é um bom negócio”, lembrando os gigantes internacionais que ganham bilhões no setor - Google, Microsoft, etc. Mas lamentou a “concorrência” que a iniciativa privada sofre do próprio Estado.
“Precisamos usar o poder de compra do governo para fortalecer o software produzido no Brasil. Temos empresas que exportam mas não conseguem vender ao governo. E temos concorrência com o próprio Estado”, afirmou.
Além do desenvolvimento em estatais - Serpro, por exemplo - desenvolvedores de programas reclamam até do Portal do Software Público, onde diversos programas de governo eletrônico são disponibilizados gratuitamente. Além das iniciativas em defesa do software livre. “Uma indústria de software poderosa não será com software livre”, completou.
O Serpro quer concluir até agosto o projeto de implantação da computação na nuvem, revela o presidente da estatal, Marcos Mazoni. Até lá, informa, a regional do Paraná - que gerencia o projeto - vai finalizar o desenvolvimento, na plataforma "openstack", da solução definitiva de processamento em nuvem, migrando os atuais ambientes que dispõe, inclusive proprietários, para uma exclusiva em código aberto.
Regra que favorece fabricação e desenvolvimento nacional para equipamentos de informática nas compras públicas está em elaboração. Mas parte do governo – Ministério do Planejamento e Receita Federal – sustenta que os micros já são fartamente beneficiados com as desonerações de PIS e Cofins.
Ministério das Comunicações vai selecionar 10 entidades, de direito público ou privado, para o desenvolvimento de aplicações interativas usando o Ginga, plataforma de interatividade do SBTVD. Ideia é formar mão de obra qualificada na produção de conteúdo digital. Prazo para a entrega das propostas vai até o dia 17 de junho. Portal Convergência Digital publica a íntegra do edital.
Governo vai liberar o simulcast - ida direta do analógico para o digital - por meio de Decreto. Medida tem como alvo principalmente cidades como São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro, onde já não há radiofrequência disponível para que todas as emissoras façam a transmissão nos dois sistemas, analógico e digital.