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TI reforça segurança e hackers avançam nas redes sociais

:: Da redação
:: Convergência Digital :: 09/04/2012

Relatório de Riscos e Tendências X-Force 2011, divulgado nesta segunda-feira, 09/04, aponta dados surpreendentes com relação à segurança da informação. O estudo mostra que, diante dos investimentos das organizações em segurança, os hackers estão sendo obrigados a repensar suas táticas e adotar como alvo lacunas mais específicas de TI e tecnologias emergentes como redes sociais e dispositivos móveis.

O levantamento constatou que houve um decréscimo de 50% em e-mails de spam, comparado com 2010. Em relação à vulnerabilidade na segurança dos softwares, apenas 36% estiveram descobertos no último ano, o que representa queda de 7% na comparação com o ano anterior. Já os números de ataques nos chamados shell command injections (envio de comandos diretamente a um servidor web) mais que dobrou no mesmo período. Eles substituíram os ataques que alteram a base de dados de um site sem que o usuário perceba.

Com isso, os hackers parecem estar adaptando suas técnicas. O relatório identifica um aumento em tendências emergentes de ataques, como adivinhação automática de senhas, phishing e injeção automática de comandos shell contra servidores da web, que pode ser uma resposta às iniciativas bem-sucedidas de sanar outros tipos de vulnerabilidades de aplicativos web.

“Em 2011 tivemos avanços muito positivos na luta contra esses ataques, por meio das iniciativas do setor de TI para aprimorar a qualidade do software. Em resposta, os hackers continuam evoluindo suas técnicas para encontrar novas entradas para os sistemas das organizações. Enquanto os ‘cybercriminosos’ lucrarem com esses crimes, as empresas precisam se preocupar em priorizar e combater seus pontos vulneráveis”, afirma Felipe Penaranda, líder de segurança da IBM América Latina. De acordo com o relatório, as empresas estão implementando melhores práticas de segurança, o que contribui para os resultados e tendências positivas:

30% de diminuição na disponibilidade de código de exploração – Existem códigos de exploração que os hackers utilizam para entrar em computadores. Foram liberadas aproximadamente 30% menos explorações em 2011 do que o observado em média nos últimos quatro anos. Esta melhoria pode ser atribuída a mudanças de arquitetura e de procedimentos feitas por desenvolvedores de software, que tornaram os caminhos mais difíceis para os hackers explorarem as vulnerabilidades com sucesso.

Diminuição de vulnerabilidades de segurança não corrigidas – Algumas fraquezas não são corrigidas nunca, mas a taxa vem diminuindo regularmente ao longo dos últimos anos. Em 2011, esta parcela caiu para 36%, comparado a 43% em 2010.

Diminuição no spam – A rede global de monitoramento de spam de e-mails da IBM mostrou a queda pela metade do volume em 2011, em relação a 2010. A equipe IBM X-Force testemunhou a evolução de spam ao longo de diversas gerações nos últimos sete anos, à medida que a tecnologia de filtragem melhorou e os spammers adaptaram suas técnicas.

Hackers adaptam suas técnicas em 2011 – Mesmo com estes aprimoramentos, houve um aumento em novas tendências de ataque e um leque de significativas violações de segurança que foram amplamente divulgadas. À medida que os hackers se tornam mais habilidosos, a equipe IBM X-Force documentou aumento em áreas de atividade de ataques como:

- Pico em adivinhação automática de senhas – Senhas e políticas de senha pouco robustas foram uma das causas de diversas violações muito significativas ao longo de 2011. Houve também bastante atividade de ataques automáticos na internet em que os hackers fazem a varredura da rede à procura de sistemas com senhas fracas de login.

-Aumento nos ataques de phishing que simulam sites de rede social e serviços de pacotes de correio – O volume de e-mails atribuído a phishing foi relativamente pequeno ao longo de 2010 e no primeiro semestre de 2011, mas phishing voltou com mais força no segundo semestre, atingindo volumes que não eram vistos desde 2008. Muitos destes e-mails simulam sites bem conhecidos de redes sociais e de serviços de pacotes de correio, incentivando as vítimas a clicarem em links para páginas da web que podem tentar infectar seus PCs com softwares nocivos. Parte desta atividade também pode ser atribuída a fraudes de cliques publicitários, em que os spammers usam e-mails enganadores para direcionar tráfego para websites de varejo.

O relatório se baseia em informações coletadas por equipes do setor de segurança da IBM, por meio do levantamento de resultados de divulgação pública sobre vulnerabilidades, com envolvimento de mais de 4 mil clientes, além do monitoramento e análise de uma média de 13 bilhões de eventos diários em 2011.

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