Home - Convergência Digital
RSS Assine gratuitamente as nossas newsletters Quem faz o Convergência Digital Fale conosco Anuncie aqui
Cloud Computing CD TV Carreira Blog Capital Digital


Home - Opinião


Big data: Sobreviva ao tsunami dos dados

 :: Por Márcio Guerra*
 Convergência Digital
:: 09/04/2012 
    

A gigantesca enxurrada de dados que atinge as corporações não é um fenômeno assim tão recente. Há muito tempo ele vem mobilizando esforços da indústria de TI para que as empresas possam não só contornar os enormes problemas que este nível de imputs gera para o dia a dia de seus negócios, mas também para viabilizar a manipulação desses dados como ferramenta de negócio.

Mas o que atualmente vemos emergir deste ameaçador mar de dados é uma vaga que, para muitos, assemelha-se a um tsunami que poderá afogar toda a possibilidade de ordenação da massa de informação efetiva. Para outros, pelo contrário, a chance de dominar estas ondas e canalizá-las, de forma rápida, em direção dos dutos que irrigam o negócio as posiciona não como ameaça, mas como uma fonte de oportunidade antes nunca vista na esfera da exploração de dados. E tudo isso aconteceu muito rápido.

Há pouco mais de duas décadas iniciava-se a digitalização massiva do trabalho; e os níveis de complexidade e volume das informações iam superando, em poucos anos, aquilo que os arquivos de aço, as fichas de cartolina e as máquinas Olivetti haviam levado séculos para erguer no horizonte dos dados. O barateamento dos circuitos Intel e AMD; a popularização de interfaces DOS e Windows, tudo isto associado à crescente banalização das mídias magnéticas tornam o computador uma verdadeira commodity, tirando das grandes empresas o privilégio milagroso da informática.

Falava-se muito em downsing e assistíamos boquiabertos à explosão da produção de dados e sua integração via linguagem C, bem como através do uso de protocolos de comunicação com os então moderníssimos modems analógicos que atingiam a incrível velocidade de 1.200 Bits por segundo. Ainda mal recuperados desse espetáculo da revolução informacional, presenciamos o ‘’boom’’ das redes TCP/IP, ao longo dos anos 80, logo superadas pela Internet abundante e pela transformação da banda larga numa utility comparável à água, à luz e ao esgoto das residências e empresas a partir do ano 2000. Atingir o estágio atual, entretanto, era algo inimaginável há pouco mais de cinco anos.

Enquanto, em 2005, a memória volátil média de um computador de mesa girava em 256MB e com discos de 10 GB; hoje as máquinas saem de fábrica com 4 GB de RAM e HD de 600 Gb. A capacidade de interações nas empresas chegou a níveis astronômicos. Veja-se o exemplo do Walmart, nos EUA. A cada hora do dia, os canais de contato daquela rede varejista atingem 2,5 Petabytes de dados. Ou seja, um volume equivalente a 170 bibliotecas do Senado norte-americano a cada 60 minutos, e isso numa única empresa.

Assim, quando se fala em “Big-Data”, não se pense que seja demasiadamente exagerado associar isto à ideia de um “Big-Bang”, guardadas as proporções. Atente-se para o fato, ainda, de que 85% das informações empresariais são hoje dados não estruturados. O volume e a variação do cardápio das fontes de dados comparecem ainda para multiplicar a complexidade do ambiente informacional para uma dimensão pra lá de estratosférica.

E tudo isto sem mencionar aquela ingênua negligência com que grande parte das empresas vai lidando com a enxurrada de dados, que são simplesmente arquivadas em duplicidade, em multiplicidade e em aleatoriedade... ou então são doce e simplesmente deletadas para não confundirem os “gestores” ou não atulhar o storage! Com este tipo de atitude e sem a tecnologia correta para transformar o dado em negócio, empresas de todos os portes pedem o pé do seu cliente enquanto não ficam de bem com o universo dos “Big-Data”. Elas atrelam sua competência às limitações da informática legada; informática esta que foi desenvolvida num período em que o dado digital ainda usava o paradigma das gavetas e dos armários de aço com que as repartições se adornavam e que, em última instância, geravam arquivos-mortos, e que hoje geram, porque não: enormes cemitérios de dados.

Com informação para se cuidar (e se explorar ao invés de se morrer sufocado sobre ela), é preciso repensar a estratégia de dados, não só nas grandes, mas também nas empresas menores. Manusear este volume astronômico de dados, pensando em entrega rápida e com qualidade dos relatórios, painéis de análises ad hoc, ou de analises preditivas para mecanização de decisões. Aí está o desafio que se coloca para o gestor de informações de negócio. O homem de dados não é mais aquele burocrata dos arquivos, mas um co-estrategista do varejo que busca conhecer a fundo o que tais dados têm a dizer sobre os hábitos de compra do cliente e sua tendência comportamental diante da nossa empresa ou das empresas concorrentes.

Sim, o homem de dados organiza arquivos, mas isto é apenas um meio para que ele descubra brechas ou eventos concretos em termos de fraudes financeiras ou em termos de exaustão futura dos estoques. O modelo tradicional de arquitetura mais comumente utilizada hoje não serve mais : O mundo dos grandes dados exige uma dimensão muito maior em termos de capacidade de I/O e ETL, controle de pontos de falha, gestão de pontos de performance, “ tunning”..... análises tridimensionais de logs e informações que podem ser feitas num segundo, mas também podem levar vários dias.

Só uma tecnologia “supersônica” pode nos apoiar no novo universo “Big-Data”. É por isto que os formadores de opinião da indústria – e, não por acaso, com a IBM à frente, com sua novíssima e ultra-robusta plataforma Netezza – já estão em movimento para promover uma guinada no mercado de soluções de data warehouse. Este movimento promete uma nova revolução cujo start não será daqui a um ano ou daqui a uma semana. Ele já está em curso, na verdade, e as líderes do varejo, bancos, utilities, seguros, governo e serviço já captaram a mensagem.

O volume mundial de dados irá dobrar ou até quadruplicar novamente em 2012. Assim, ou nos valemos disso como diferencial ou corremos o risco de sermos soterrados sobre ruído de bilhões de decibéis que não irá se tornar música.

*Por Por Márcio Guerra – Diretor da MD2 Consultoria


Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto
 

:: Leia também:

:: 30/10/2014 16:21
CFO abre o bolso para as compras digitais

:: 28/10/2014 17:40
Microsoft e Open Stack são novas frentes da EMC

:: 24/10/2014 16:00
Cientista de dados não é um analista de negócio

:: 24/10/2014 11:05
Apache CloudStack libera versão 4.4.1

:: 23/10/2014 15:25
Big data: IBM projeta processador 100% nacional

:: 22/10/2014 16:43
Empresa russa quer lugar no mercado de TI no Brasil

:: 02/10/2014 18:35
Vale a pena ser pioneiro no uso da TI?

:: 29/09/2014 11:55
Fora da TI, SaaS ganha vida no mercado financeiro

:: 17/09/2014 17:10
Datacenter: Ato declaratório da Receita é abusivo, diz especialista

:: 10/09/2014 17:22
Brasil representa apenas 1,4% do tráfego mundial de dados


Outras matérias desta seção:

ANTERIOR
Projeto de Lei 'Dieckmann' reforça agressão ao direito do cidadão na Internet

PRÓXIMA
Esteja seguro no dia mundial do backup, e em todos os outros!



Veja a segunda edição da revista digital Alianza Latinoamericana de Medios TIC Revista do 58º Painel Telebrasil 2014

Revista do 58º Painel Telebrasil, realizado nos dias 09 e 10 de setembro de 2014 em Brasília, tendo como tema principal Perspectivas e Propostas para o Próximo Governo, Telecomunicações, Competitividade e Inovação no Brasil.

Clique aqui para ver mais revistas



:: 30/10/2014 20:00 :: Telecom
Anatel adia decisão que pode deixar sem serviço 70 milhões de clientes da Oi e da TIM

:: 30/10/2014 16:21 :: Cloud Computing
CFO abre o bolso para as compras digitais

:: 30/10/2014 15:00 :: Carreira
Rio de Janeiro promove hackathon para apps

:: 30/10/2014 15:00 :: Carreira
Microsoft não revela número de demitidos no Brasil

:: 30/10/2014 13:03 :: Internet Móvel 3G / 4G
Consumo alto da bateria é o pecado dos apps de GPS no Brasil




IT Careers
Rio de Janeiro promove hackathon para apps

Ideia é atrair mais de 200 jovens para a construção de aplicações.

» Dataprev faz concurso para formar cadastro de reserva
» CompTIA lança certificação para nível fundamental


Vodafone faz acordo para M2M com a BMW no Brasil

O BMW i3 vai usar SimCard da operadora, que atua no Brasil há pouco mais de um ano.

» Malware ameaça os apps móveis
» 4G chega a 4,2 milhões de acessos
» Compartilhamento: Anatel cobra licenciamento duplo de Oi e Tim
» Anatel não tem pressa para vender fatia que sobrou em 700 MHz


CDTV - Cobertura em vídeo do Convergência Digital




Convergência Digital no Facebook Convergência Digital no Twitter RSS do Convergência Digital Newsletters do Convergência Digital
Copyright © 2014 Convergência Digital
Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.
Este Sítio Web é acessível via IPv6!