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Para competir, Brasil precisa 'tirar o coelho da cartola'

Ana Paula Lobo
05/04/2012 ... Convergência Digital

A Tecnologia da Informação é a melhor ferramenta para que o Brasil possa, de fato, vir a ser mais competitivo globalmente e, em 2012, as empresas nacionais decidiram, apesar das incertezas econômicas, aumentar os seus orçamentos em Tecnologia da Informação. Expectativa do Gartner é que os budgets cresçam 12,5%, revela o vice-presidente do Gartner, Cassio Dreyfuss. Mas há problemas imediatos para serem solucionados: Adoção de computação na nuvem segue num ritmo muito abaixo do esperado e as mídias sociais estão sendo usadas de forma isolada e como apenas ferramentas de comunicação de dentro para fora.

Em entrevista à CDTV, do Convergência Digital, o vice-presidente do Gartner, diz que o momento favorável para TI no Brasil está ligado a setores que estão crescendo e aparecendo na economia nacional, entre eles, a mineração e o agrobuniss. A globalização também impõe desafios e TI começa a ser vista, mesmo que de forma ainda considerada tímida pelo Gartner, não mais como uma despesa, mas como um investimento para favorecer o negócio.

"O CIO precisa deixar de ser um executor de tecnologia, para ser um gestor. É um desafio, mas precisamos ter essa migração", destaca Dreyfuss durante entrevista, concedida durante a Conferência Data Center, realizada nos dias 03 e 04 de abril, na capital paulista. O vice-presidente do Gartner também afirma que TI ainda não é prioridade estratégica do Governo. "Está ficando como prioridade, mas ainda não ficou. E isso é complicado para o país. a TI alavanca indústrias", adverte Dreyvuss.

E falando em competitividade, o Brasil precisa, de fato, melhorar muito. Relatóri do Forum Econômico Mundial sobre os países que mais aproveitam as TICS, o Brasil aparece na 65ª posição, atrás da China, em 51° lugar, e de outros países latino-americanos como Chile (38°) e Uruguai (44°). Segundo o estudo, a base de competências insuficiente e debilidades institucionais, principalmente no universo dos negócios, dificultam o empreendedorismo e a inovação nos países que compõem o chamado Bric, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China.

No que diz respeito especificamente à América Latina, o relatório aponta três razões para o atraso, tais como o investimento insuficiente no desenvolvimento de infraestrutura de TICs, base de competências fraca em função da má qualidade dos sistemas educacionais e condições de negócios desfavoráveis ao estímulo ao empreendedorismo e à inovação. Competitividade e TI aplicada ao negócio serão temas de debate na BITS 2012, evento que acontece de 15 a 17 de maio, em Porto Alegre. Assista, agora, a íntegra da entrevista de Cassio Dreyfuss à CDTV, do Convergência Digital.




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