Home - Convergência Digital
RSS Assine gratuitamente as nossas newsletters Quem faz o Convergência Digital Fale conosco Anuncie aqui
Cloud Computing CD TV Carreira Blog Capital Digital



Home - Telecom

TIM alerta para risco e diz que leilão 4G é uma 'iniciativa prematura'

:: Convergência Digital*
:: Convergência Digital :: 09/04/2012

Essa semana será decisiva para a definição das regras do jogo para o 4G no Brasil, com a reunião do Conselho Diretor da Anatel planejada para o dia 12 de abril. E já há bastante pressão no ar. Em comunicado, divulgado nesta segunda-feira, 09/04, a TIM, sem a participação das outras teles, sustenta que o leilão 4G, previsto para junho, é uma 'iniciativa prematura' e alerta para alguns fatores que podem prejudicar a competitividade entre os potenciais participantes da acirrada disputa para a utilização dos serviços de quarta geração de telefonia celular (4G).

No comunicado, a TIM destaca que a ocupação do espectro por um mesmo grupo empresarial é um deles. Para a operadora, o tema precisa ser debatido com urgência, já que o leilão deve ser realizado em junho, de acordo com a agência reguladora. “O equilíbrio da utilização do espectro é um dos princípios que tornou o Brasil um dos mercados mais competitivos do mundo. Haverá o risco de canibalização, caso não seja levada em conta a obrigatoriedade das operadoras em renunciar antecipadamente ao espectro, quando possuem o direito de uso para atividades de MMDS”, comenta o diretor de assuntos regulatórios da TIM Brasil, Mario Girasole.

Serão licitadas, ao todo, quatro faixas de frequências. Três delas com banda de 20+20 MHz e uma com banda de 10+10 MHz. A companhia que adquirir as faixas de 20 MHz, automaticamente, terá que implantar uma rede em 450 MHz para atendimento às áreas rurais. Para Girasole, grupos empresariais que já possuem o espectro de TV paga por micro-ondas ou MMDS e que tenham intenção em participar da faixa de 20+20 MHz precisam renunciar a sua participação neste bloco.

Ainda de acordoc com a TIM, o edital prevê que as operadoras participantes do leilão liberem as bandas P e U, permitindo que não haja concentração de espectro, resultando em vantagem indevida. No Brasil, a tecnologia MMDS oferecida ao mercado está presente em 316 municípios, sendo que três prováveis participantes do leilão (Telefónica/TVA, Embratel/NET e SKY) atuam em 192 cidades.

“Abrir mão desta norma de renúncia preventiva, ocasionaria uma penalização ao ambiente competitivo. Na prática, quem participa do bloco 20+20 MHz e tem outro espectro, seguindo as regras atuais, deve renunciar ao que já possui para participar”, diz Girasole.

Para a TIM, a associação das frequências de 450 MHz e 2,5 GHz no leilão é outra questão controversa. As concessionárias se recusaram em assumir a responsabilidade de levar a cobertura para áreas rurais para o PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização). O assunto virou contrapartida do Governo para a banda larga móvel.

“A política faz sentido para grupos integrados entre o segmento móvel e uma concessionária fixa. Essa não é a situação da TIM, que é uma operadora ligada a concessionárias integradas à rede fixa e não participa do PGMU. Desta forma, entendemos que deve ser excluída das obrigações da cobertura rural, uma vez que não tem participação nesses grupos que detém concessões. Nesse caso, a TIM seria transformada em concessionária, sem as garantias atreladas às metas de serviços prestados em regime público, em especial o reajuste tarifário, assinatura básica e o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos”, explica o executivo da TIM Brasil.

4G no Brasil

No comunicado, a TIM sustenta não ser contrária à chegada da tecnologia 4G no Brasil, mas entende que trata-se de uma iniciativa prematura, já que o 3G ainda não alcançou sua maturidade mercadológica.

“O backhaul no País ainda é frágil para sustentar a transmissão em banda ultra larga. É por isso que medidas como o novo regulamento de EILD e PGMC são fundamentais para corrigir situações de abuso dos grupos integrados em relação ao acesso à infraestrutura física, inerente à banda larga móvel”, pondera Girasole.

Para o executivo, se o mercado de transmissão não está fortalecido, não adianta oferecer capacidade de acesso. A TIM, no entanto, considera legítima a aspiração do Brasil em oferecer tecnologia de ponta, como é o 4G, tendo em vista os eventos esportivos mundiais que estão por vir.

A operadora acredita que os compromissos de abrangência e cobertura, previstos no edital, devam ser alterados, priorizando o 4G para as cidades onde houver mais concentração de pessoas durante a Copa e Olimpíadas, por exemplo. Nas demais localidades, o ideal seria aguardar por uma frequência mais eficiente para incrementar a banda larga móvel (700 Mhz). A TIM entende que a tecnologia HSPA+ é a melhor alternativa para atingir as cidades com até 200 mil habitantes, onde o potencial do 3G ainda é grande.

“A frequência 2,5 GHz não é viável economicamente para as operadoras, portanto, deve ser destinada para os grandes centros, onde existirá mais demanda, deixando os desdobramentos e aprimoramentos do 3G para as demais cidades”, diz Girasole, ressaltando que uma cobertura massiva de 4G não é viável economicamente para as operadoras.

“A TIM tem interesse em participar do leilão, desde que as considerações sejam competitivas”, finaliza o diretor de Assuntos Regulatórios, Mario Girasole.

Enviar por e-mail   ...   Imprimir texto
 


:: Leia também:

:: 27/11/2014 17:30
Teles questionam diferença de R$ 190 milhões no valor do 4G

:: 11/11/2014 10:33
Lei das Antenas passa em comissão e vai ao Plenário do Senado

:: 11/11/2014 08:40
Senado muda Lei das Antenas e garante autorização tácita de instalação

:: 05/11/2014 12:10
4G é a aposta da TIM Brasil

:: 28/10/2014 14:40
Claro prevê investir R$ 6,3 bilhões nos próximos dois anos

:: 27/10/2014 10:45
4G chega a 4,2 milhões de acessos

:: 21/10/2014 12:40
Recarga de dados é estratégica no plano da Oi

:: 21/10/2014 10:00
Qualcomm: equacionar o custo por bit é o desafio da mobilidade

:: 14/10/2014 19:15
Big data faz TIM reestruturar infraestrutura de rede

:: 09/10/2014 18:00
Compartilhamento: Anatel cobra licenciamento duplo de Oi e Tim




Outras matérias desta seção:

ANTERIOR
WiMAX agoniza com 4G batendo à porta

PRÓXIMA
Com telefone popular, receita das teles cairá até R$ 1,4 bilhão por ano



Veja edição 11 da Revista Abranet - Assossiação Brasileira de Internet REVISTA ABRANET . 11

Na discussão sobre o que vai prevalecer — fibra óptica ou rádio — na construção das infraestruturas, vence quem souber explorar o que cada tecnologia tem de melhor a oferecer.

Veja também: Cidades Digitais: Governo convoca provedores; A transição da IANA foi destaque no ICANN#51; Billing das coisas: quando cobrar certo será o diferencial; e muito mais.

Clique aqui para ver outras edições

58 Painel Telebrasil 2014
Por um Brasil Digital, teles pedem adoção de medidas urgentes

O Brasil pode chegar em 2018 entre as 30 economias mais competitivas do mundo, mas para isso precisa implantar uma série de ações num curto prazo de tempo, pontua estudo da LCA Consultores.

CDTV Anatel e teles debatem 'mão pesada' na regulação do setor
CDTV "Estamos na idade de pedra no uso de aplicativos", diz o presidente da Vivo
CDTV Indústria de aplicativos vira alvo da política de TICs da Colômbia
Clique aqui e veja a cobertura completa do evento


Anatel medirá o impacto do VoIP e outras tecnologias na telefonia fixa
:: 28/11/2014 :: Telecom

A agência reguladora, pressionada pelo TCU, discute,há anos, como melhorar a análise do equilíbrio econômico financeiro dos contratos de concessão da telefonia fixa.


Bens reversíveis: Teles não querem devolver redes ao fim das concessões
:: 26/11/2014 :: Telecom

Infraestrutura associada às operações de telefonia fixa devem retornar à União ao fim das concessões, em 2025. Mas as operadoras alegam que na mesma rede são prestados outros serviços, em regime privado. Anatel, que concorda com a tese das empresas, já admite até discutir a devolução das redes de cobre, até aqui “100% reversíveis”.


Anatel quer menos orelhões do que antes da privatização do setor
:: 26/11/2014 :: Telecom

Corte pevisto pela agência levará número de aparelhos para 302 mil - menos que os 366 mil existentes em 1995, ainda sob o sistema Telebrás.


Teles investirão US$ 193 bi e respondem por 4,5% do PIB na AL
:: 25/11/2014 :: Telecom

Crescimento projetado para o tráfego de dados móveis na região é de 66% até 2018. Redes 4G vão dominar os recursos em infraestruturas. Mas teles terão de fazer um dever de caso: a receita vai enxugar dos 7% registrados nos últimos cinco anos, para 2%, até 2020.




Teles questionam diferença de R$ 190 milhões no valor do 4G

“Não concordamos com a tese das empresas. Estamos seguros econômica e juridicamente”, sustenta o presidente da Anatel, João Rezende.

» Redes 2G respondem por 60% das conexões móveis na América Latina


A TV está morrendo!
:: Por Eduardo Prado

Cobertura em vídeo do Convergência Digital

Veja as coberturas especiais do Convergência Digital






Convergência Digital no Facebook Convergência Digital no Twitter RSS do Convergência Digital Newsletters do Convergência Digital
Copyright © 2014 Convergência Digital
Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site.
Este Sítio Web é acessível via IPv6!