Provocado pela conselheira Emília Ribeiro, o Conselho Diretor da Anatel, reunido nesta quarta-feira, 04/04, decidiu acelerar a tramitação do regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), estacionado desde que a agência aprovou, em outubro do ano passado, as novas regras sobre qualidade.
“Infelizmente, o regulamento de serviço ficou parado, e ele tem o objetivo justamente de incentivar os pequenos provedores de Internet. Ele já estava previsto no Plano Nacional de Banda Larga e tinha urgência juntamente com o regulamento de qualidade”, afirmou a conselheira.
Como a proposta já passou pela Procuradoria Especializada da agência, cabe agora ser sorteado para ganhar um relator no Conselho Diretor. O presidente João Rezende pediu, então, que a Superintendência Executiva “acelere” a preparação do texto para o sorteio.
Esse regulamento tem pontos relevantes para as ofertas de acesso à Internet, em casamento com o regulamento de qualidade – que determinou percentuais mínimos de velocidade. Um deles é o limite para a redução das velocidades nos casos dos contratos com franquia de dados – jamais pode cair mais da metade do que foi contratado.
As regras também buscam facilitar a regularização de provedores de acesso, reduzindo as exigências para aqueles com menos de 50 mil assinantes – a vasta maioria, vez que apenas meia dúzia contam mais do que isso. A própria autorização custará R$ 400 – contra os R$ 9 mil atuais.
Por outro lado, o regulamento toca em pontos polêmicos, como a guarda dos registros de conexão, pelos provedores, por três anos, e estabelece um conceito de neutralidade de rede. Parte significativa das contribuições durante a consulta pública foi no sentido de que a Anatel deixe esses temas para o Marco Civil da Internet.
É o que indica a primeira divulgação do programa de medição da qualidade das conexões, por enquanto restritas aos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar do resultado, presidente da agência, João Rezende, é cauteloso. “Estamos falando de três estados de maior desenvolvimento. Vamos aguardar os outros".
No Brasil para a conferência WWW2013, no Rio de Janeiro, o físico inglês Tim Berners-Lee, que em 1989 desenvolveu o que se tornaria a world wide web, conclamou os brasileiros a adotarem a proposta de “direitos humanos” representada pelo projeto de lei. “Precisamos de algo que reforce a neutralidade de rede em benefício dos usuários”, afirmou.
Estudo encomendado pela Ofcom, o regulador britânico de telecomunicações, mostra que os internautas que mais baixam conteúdos “ilegais” são também os que gastam três vezes mais com arquivos legalizados do que aqueles que nunca “pirateiam”.
Nesta segunda-feira, 13/5, o editor chefe da Bloomberg News admitiu que os repórteres da empresa tinham acesso a informações pessoais dos clientes dos ‘Terminais Bloomberg” – uma espécie de computador que se espalhou no mundo financeiro na década de 1990 que traz informações de mercado.