O Ministério das Comunicações calcula em R$ 3,8 bilhões a renúncia fiscal a ser causada por novos investimentos em redes de telecomunicações até dezembro de 2016. Para o governo, as medidas farão com que as empresas antecipem investimentos, elevando em R$ 18 bilhões o que o setor aplicaria no período.
É por essa antecipação que foram mantidas algumas metas já anteriormente projetadas, como a ampliação da rede pública de fibras ópticas – a cargo da Telebras – ou o avanço da banda larga móvel. “A ideia é chegarmos a 60 milhões de acessos móveis, 3G e 4G, antes de 2014”, explica o diretor de indústria, ciência e tecnologia do Minicom, José Gontijo.
A partir da Medida Provisória que cria o regime tributário especial para as redes, o Minicom espera até o fim de abril concluir a regulamentação – já existe uma minuta pronta. É no regulamento que serão explicitadas as oito arquiteturas de redes contempladas – metropolitanas, backhaul, zona rural, etc.
Segundo Gontijo, a dinâmica para a obtenção dos benefícios fiscais será simples. Com a regulamentação, será disponibilizado um formulário para as empresas interessadas, onde devem explicar o projeto, prever quais os equipamentos nacionais serão utilizados e as contrapartidas – investimentos em áreas menos rentáveis.
A aprovação do Minicom se dará com base nessas informações. A partir daí, as empresas devem se habilitar junto ao Ministério da Fazenda para usufruir das isenções fiscais – PIS, Cofins e IPI. É quando as isenções passam a valer, ainda que o projeto beneficiado só seja iniciado posteriormente.
“Haverá um prazo de até meados de 2013 para que os projetos sejam submetidos”, disse Gontijo. Isso porque a expectativa é que as obras estejam concluídas até o fim de 2016, quando também termina a validade dos benefícios fiscais.
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Emissoras de TV levam à Anatel estudo japonês que indica haver muita interferência do 4G na TV Digital. “O edital deve prever que os custos para evitar interferência sejam cobertos pelas teles”, diz o presidente da Abert, Daniel Slaviero.
Secretário de telecomunicações, Maximiliano Martinhão, nega que o governo planeje “doar” o patrimônio vinculado às concessões de telefonia às operadoras, mas também reconheceu que esse é um tema no qual “não existe posição final do Ministério das Comunicações”.
Motorola aparece como a empresa com maior número de queixas e uma das que menos soluciona os problemas dos clientes. Nokia e Samsung aparecem na segunda e terceira posições.