GOVERNO » Política Industrial

Brasscom: Formalização em TI renderá até R$ 600 milhões ainda em 2012

Ana Paula Lobo ... 03/04/2012 ... Convergência Digital
A área de software e TI foi mais uma vez contemplada nas medidas em prol da indústria nacional, anunciadas pelo governo Dilma, nesta terça-feira, 03/04. Para Edmundo Oliveira, diretor de Relações Institucionais da Brasscom, em entrevista ao Convergência Digital, as empresas brasileiras estão 'contaminadas pelos esqueletos trabalhistas' e a redução da alíquota da desoneração da folha de pagamento - de 2,5% para2%, em troca da contribuição do INSS - permitirá uma formalização ainda mais rápida do setor. Expectativa é que 60% das empresas do setor busquem esse caminho ainda em 2012.

"Hoje é muito complexo saber o valor de uma empresa de TI no Brasil porque há legados trabalhistas. Boa parte das empresas paga 25% na CLT e 75% no modelo flex, segundo se apura no mercado. Agora, com a legalização, todo mundo vai pagar seu imposto. Ganha-se transparência e ética", afirma.

Ainda de acordo com o executivo, os números do ministério da Fazenda e da Brasscom são muito próximos com o custo da desoneração - R$ 1.171 bilhão, mas o retorno, diz Oliveira, deve vir muito mais rápido que o esperado. A conta da formalização é simples. Segundo o diretor da Brasscom, caso 60% das empresas de TI formalizem suas atividades, haverá um acréscimo de arrecadação para os cofres públicos entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. "Isso é dinheiro que o governo não veria se não fizesse a desoneração", afirma.

Indagado sobre a divisão entre entidades do setor - o Sindicato das empresas de informática de São Paulo - recorreu à justiça contra o pagamento da alíquota sobre o faturamento, em troca da contribuição do INSS, Oliveira diz que a posição da entidade foi isolada e foi derrotada na reunião realizada no Ministério da Fazenda. "A proposta do uso da CPMF, como pretendia o Sindicato de São Paulo, foi derrotada. Não há qualquer contestação. A desoneração é um ganho para o setor de TI como um todo", destaca. A desoneração não atinge três áreas de software: distribuidora, revendedor de sofwtare e licenciador.

Hoje, o setor de TI representa cerca de 4% do Produto Interno Bruto nacional e, apesar de não querer colocar a desoneração da folha de pagamento como única medida para ampliar esse percentual - diz que é preciso levar em conta outras ações como o próprio crescimento da demanda do setor - ainda assim Oliveira diz que a Brasscom trabalha que, em 10 anos, TI poderá chegar a 6% do PIB nacional, alcançando assim a média de países mais desenvolvidos.

ESPECIAL » ESPIONAGEM DIGITAL
Espionagem: EUA negam pedido de perdão para Edward Snowden

Documento assinado por mais de 167 mil pessoas foi rejeitado pelo governo Obama. Snowden, que denunciou a espionagem a autoridades, entre elas, a presidente Dilma Rousseff, se voltar ao país poderá ser condenado a 30 anos de prisão.


Clique aqui para ver a cobertura completa

Reoneração da folha: Empresas tentam 3%. Senado adia votação

ATUALIZADO - Representantes de 44 entidades empresariais, entre elas as que representam o setor de TIC, levaram uma proposta final onde aceitam o reajuste de 50% na alíquota paga ao governo. Não houve acordo. Partes ganham mais 24 horas para negociação.

Adesão de órgãos públicos à transição para IPv6 ainda é baixa

Primeiro relatório semestral de implantação do novo protocolo internet na administração federal mostra que apenas um em cada quatro órgãos apresentou progressos – e somente a metade desses cumpriu parte das metas.

Reoneração da folha: Empresas de software tentam alíquota de 3%

Durante a ABES Software Conference 2015, advogado da entidade admitiu que há negociações para tentar alterar a alíquota para o setor de TI. E que há vantagens e desvantagens nessa nova alternativa. Governo quer passar de 2% para 4,5%.

Governo quer compartilhar base da nova identidade com iniciativa privada

Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, pediu tramitação rápida ao projeto e disse que o primeiro interessado é o sistema financeiro. Mas emendas ao PL 1775/15 proíbem essa ideia.

Dados Pessoais: O Brasil precisa de uma nova agência reguladora?

Para o professor da  USP, Gustavo Artese, é necessário ter um órgão, sim, que fiscalize a privacidade das informações. O Ministério da Justiça chegou a discutir essa possibilidade, mas a criação desse órgão ficou fora do anteprojeto que foi à consulta pública.



  • Copyright © 2005-2015 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G