INTERNET

Austrália sustenta veto à Huawei em plano de banda larga

Da redação ... 29/03/2012 ... Convergência Digital
A primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, aprovou a decisão de proibir a fabricante chinesa Huawei de concorrer a grandes contratos do governo, mesmo depois de Pequim ter se mostrado preocupada com o tratamento às empresas do país.

O governo proibiu a fabricante de equipamentos para telecomunicação de participar das concorrências para a criação da rede australiana de banda larga de alta velocidade (NBN, em inglês), um projeto de 38 bilhões de dólares, devido a preocupações de segurança não especificadas.

Gillard disse a jornalistas que manterá a decisão, que segundo ela não contraria as regras do comércio internacional; a premiê mencionou as regras que a própria China impõe para investimento no setor de telecomunicações."Tomamos decisões em defesa do interesse nacional. Tomamos decisões que é nosso direito tomar", disse Gillard.

"Qualquer acusação de que elas representam violação das normas comerciais simplesmente não procede", afirmou. "Sei que a China mesma tem posições estabelecidas quanto ao seu setor de telecomunicações e ao ingresso de estrangeiros, além de adotar uma abordagem especial quanto a permitir investimento estrangeiro nessa área", disse.

A Huawei negou que seja um risco de segurança tecnológica e afirmou que ainda tem esperança de conquistar contratos relacionados à NBN.Nesta quarta-feira, 28/03, o Ministério do Exterior chinês pediu ao governo australiano que concedesse acesso justo de mercado às companhias da China.

"Esperamos que as autoridades australianas ofereçam às companhias chinesas um ambiente de mercado justo e livre de discriminação, em vez de obstruírem as operações normais de empresas chinesas na Austrália em nome de uma suposta segurança", disse o porta-voz do ministério, Hong Lei.

O secretário do Tesouro australiano, Wayne Swan, declarou a repórteres que o problema com a Huawei não prejudicaria as relações com o maior parceiro comercial do país. A Huawei, por sua vez, informou que suas operações australianas continuavam a operar normalmente, depois da decisão de excluí-la do projeto NBN. "Não temos indicação de que outros projetos tenham sido analisados", disse o porta-voz da companhia no país, Luke Coleman, à Reuters.

*Fonte: Agência Reuters


'Tudo sobre todos': bloqueio imposto pela justiça às teles pode virar 'jogo de gato e rato'

O bloqueio do site poderá levar dias para ser aplicado, admitiu o procurador do RN, Kleber Martins. Para o advogado Walter Capanema, a medida é correta técnicamente, mas pode virar um paliativo. Mas para o advogado Paulo Rená, a sentença não reconhece a escala global da Internet.

Google enfrenta Justiça e se recusa a globalizar 'direito de ser esquecido'

Empresa norte-americana adota eliminação seletiva de conteúdo e descumpre, segundo reguladores da França, a setença determinada em setença pelo Tribunal de Justiça Europeu, em maio passado. No Brasil, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/Rio) apresentou um projeto semelhante, mas ele não foi adiante.

Justiça diverge ao tipificar punição ao Facebook por conteúdo indevido

Sentenças no Brasil não têm tido uma mesma diretriz, especialmente, em tipificar possíveis danos morais por parte da rede social.

Governo da Índia indica que vai proibir Internet.org

Relatório ainda parcial do governo diz que “provedores de conteúdo ou aplicações não podem ser autorizados a atuar como ‘porteiros’ mesmo sob ostensivo propósito público”.

Revista Abranet 13 . Junho 2015
Veja edição 13 da Revista Abranet - Assossiação Brasileira de Internet Pesquisa inédita encomendada pela Abranet ao IBPT mostrou a relevância do segmento de Internet, cujas empresas faturaram R$ 144,7 bilhões em 2014. No período de 2012 a 2014, foram gerados 51.180 novos postos de trabalho, um incremento de 17,5%.
Clique aqui para ver outras edições