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Semicondutores: Gaúchos e mineiros disputam pólos de tecnologia

:: Luís Osvaldo Grossmann
:: Convergência Digital :: 29/03/2012

Uma semana depois da inclusão do projeto de uma fábrica de chips, na região metropolitana de Belo Horizonte, no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), o governo do Rio Grande do Sul anunciou um benefício fiscal extra para esse segmento, dentro da política industrial lançada pelo estado na quarta-feira, 28/3.

Os dois estados vão, lentamente, procurando se fixar como pólos de tecnologia e embora no caso dos semicondutores os gaúchos levem, ainda, uma pequena dianteira pelos projetos já em execução, os mineiros podem muito bem saltar à frente caso se concretize a possibilidade de instalação, em Minas, de uma das fábricas que a Foxconn prometeu ao Brasil.

No Rio Grande, o governador Tarso Genro anunciou nesta quarta-feira, 28, um benefício adicional às isenções fiscais previstas no Padis – no Imposto de Renda, PIS/Cofins, Cide e Imposto de Importação – pois o estado também vai isentar os produtos dessa linha do pagamento de ICMS.

Lá, além da estatal Ceitec, a privada HT Micron – parceria coreana e brasileira – começou o encapsulamento de circuitos integrados para celulares no ano passado e antecipou para junho deste ano a produção de chips de memória DDR, para notebooks e PCs. O investimento é estimado em US$ 250 milhões.

Enquanto isso, os mineiros conseguiram reviver um projeto anunciado desde 2003: foram liberadas as licenças ambientais para instalação, e logo em seguida a adesão ao Padis, para a Companhia Brasileira de Semicondutores, projeto que une o ex-presidente da Volks, Wolfgang Sauer e o bilionário Eike Batista.

Nesse caso, o investimento estimado é de US$ 500 milhões na unidade em Ribeirão das Neves, na grande BH, que, caso o cronograma seja mantido, verá o início das operações em dezembro de 2013. A fábrica terá capacidade para produzir cerca e 1 mil wafers por mês.

Minas, porém, poderá dar um salto significativo caso se concretizem outros investimentos. Um deles é da portuguesa Nanium, que também faz encapsulamento e já teria aberto um escritório em Belo Horizonte. Ao governo, a empresa apresentou um projeto de US$ 200 milhões para uma possível fábrica.

Outra possibilidade é que o estado seja o destino de uma das fábricas que os chineses da Foxconn prometeram instalar no Brasil. A escolha do estado chegou a ser sugerida por Eike Batista – que também aí tem parceria – mas até agora não foi confirmada nem pelos chineses, nem pela EBX, do empresário brasileiro.

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