Uma semana depois da inclusão do projeto de uma fábrica de chips, na região metropolitana de Belo Horizonte, no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), o governo do Rio Grande do Sul anunciou um benefício fiscal extra para esse segmento, dentro da política industrial lançada pelo estado na quarta-feira, 28/3.
Os dois estados vão, lentamente, procurando se fixar como pólos de tecnologia e embora no caso dos semicondutores os gaúchos levem, ainda, uma pequena dianteira pelos projetos já em execução, os mineiros podem muito bem saltar à frente caso se concretize a possibilidade de instalação, em Minas, de uma das fábricas que a Foxconn prometeu ao Brasil.
No Rio Grande, o governador Tarso Genro anunciou nesta quarta-feira, 28, um benefício adicional às isenções fiscais previstas no Padis – no Imposto de Renda, PIS/Cofins, Cide e Imposto de Importação – pois o estado também vai isentar os produtos dessa linha do pagamento de ICMS.
Lá, além da estatal Ceitec, a privada HT Micron – parceria coreana e brasileira – começou o encapsulamento de circuitos integrados para celulares no ano passado e antecipou para junho deste ano a produção de chips de memória DDR, para notebooks e PCs. O investimento é estimado em US$ 250 milhões.
Enquanto isso, os mineiros conseguiram reviver um projeto anunciado desde 2003: foram liberadas as licenças ambientais para instalação, e logo em seguida a adesão ao Padis, para a Companhia Brasileira de Semicondutores, projeto que une o ex-presidente da Volks, Wolfgang Sauer e o bilionário Eike Batista.
Nesse caso, o investimento estimado é de US$ 500 milhões na unidade em Ribeirão das Neves, na grande BH, que, caso o cronograma seja mantido, verá o início das operações em dezembro de 2013. A fábrica terá capacidade para produzir cerca e 1 mil wafers por mês.
Minas, porém, poderá dar um salto significativo caso se concretizem outros investimentos. Um deles é da portuguesa Nanium, que também faz encapsulamento e já teria aberto um escritório em Belo Horizonte. Ao governo, a empresa apresentou um projeto de US$ 200 milhões para uma possível fábrica.
Outra possibilidade é que o estado seja o destino de uma das fábricas que os chineses da Foxconn prometeram instalar no Brasil. A escolha do estado chegou a ser sugerida por Eike Batista – que também aí tem parceria – mas até agora não foi confirmada nem pelos chineses, nem pela EBX, do empresário brasileiro.
O Serpro quer concluir até agosto o projeto de implantação da computação na nuvem, revela o presidente da estatal, Marcos Mazoni. Até lá, informa, a regional do Paraná - que gerencia o projeto - vai finalizar o desenvolvimento, na plataforma "openstack", da solução definitiva de processamento em nuvem, migrando os atuais ambientes que dispõe, inclusive proprietários, para uma exclusiva em código aberto.
Regra que favorece fabricação e desenvolvimento nacional para equipamentos de informática nas compras públicas está em elaboração. Mas parte do governo – Ministério do Planejamento e Receita Federal – sustenta que os micros já são fartamente beneficiados com as desonerações de PIS e Cofins.
Ministério das Comunicações vai selecionar 10 entidades, de direito público ou privado, para o desenvolvimento de aplicações interativas usando o Ginga, plataforma de interatividade do SBTVD. Ideia é formar mão de obra qualificada na produção de conteúdo digital. Prazo para a entrega das propostas vai até o dia 17 de junho. Portal Convergência Digital publica a íntegra do edital.
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