Os riscos de fraudes na segurança de computadores ou redes empresariais vêm crescendo consideravelmente no Brasil e no mundo. O que antes era apenas um ato de vandalismo, com a sofisticação das fraudes pela internet, tornou-se um crime que preocupa as empresas e governos por trazer prejuízos enormes. Estas são algumas das conclusões do estudo que a Deloitte está lançando, o “Risk Intelligent governance in the age of cyber threats”. O estudo aborda o diálogo crucial no aumento da segurança das redes empresariais.
O levantamento constata que os ataques cibernéticos podem prejudicar um negócio de várias formas, desde a simples vandalização do site, chegando até ao desligamento de redes ou fraudes e roubo de propriedade intelectual. O impacto financeiro pode ser significativo: segundo o estudo da Ponemon Institute, os prejuízos podem chegar a US$ 5,9 milhões por ano, o que representa um aumento de 56% nos últimos anos.
O estudo diz ainda que para evitar os danos dos ataques cibernéticos é fundamental estar informado sobre as principais ameaças e quais os potenciais impactos para a organização. Além disso, é importante colocar esse risco no mesmo grau de importância dos riscos tradicionais das empresas. Também é crucial, sustenta o levantamento, envolver os principais executivos da empresa no processo de gerenciamento dos riscos cibernéticos.
No Brasil, com exceção da indústria financeira, a preparação da empresas ainda é muito reativa, ou seja, apenas depois da ocorrência de um evento considerável é que começam a se preocupar com medidas para evitar maiores impactos no advento de outros ataques. “O Brasil precisa ficar atento aos cibercrimes. É preciso ter uma gestão de riscos adequada. O ideal é se antecipar aos possíveis ataques por meio do conhecimento de seus potenciais invasores e das formas como eles agem. As empresas precisam investir de forma mais eficiente em ferramentas, pessoas e processos”, completou André Gargaro, sócio da área de Gestão de Riscos Empresariais da Deloitte.
Estudo, contratado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), constatou um aumento de até 40% de crimes na Internet entre 2011 e 2012 contra governos da região latino-americana. Brasil não faz parte da pesquisa, mas é considerado alvo maior dos hackers na região.
Detectado pela Microsoft, malware identifica se o computador infectado tem conta ativa na rede social, onde é capaz de mandar mensagens, se juntar a grupos, ‘gostar’ e compartilhar arquivos. Mas a extensão dos “poderes” desse vírus ainda não estão claras.
O país também teve representação expressiva na disseminação dos ataques a linguagem Java no 1º trimestre. Segundo levantamento, no caso do Conficker, 26% dos ataques registrados no mundo saíram do Brasil.
O alvo são os usuários do Android e o ataque começa com o envio de solicitação de instalação de certificação de segurança (SSL) falsa. Objetivo é roubar os códigos de autenticação mTANS (mobile transaction authentication number) e os PINs (personal identification number) das contas bancárias.
Ele está acima do bem e do mal, tem uma carreira a zelar, mas é, sim, o maior responsável, hoje, pelo vazamento de dados e informações relevantes de uma corporação.